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Atlas Virtual da LuaDocumentação unificada para as versões «Expert», «Basic» e «Light» (2.1) |
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Bem-vindo ao «Atlas Virtual da Lua»! Enquanto astrónomos amadores nós mesmos, pretendemos criar um programa útil e prático para os observadores da Lua, a pensar nas necessidades da utilização no terreno. Tentámos incluir as funcionalidades e criar uma interface de utilização o mais simples e intuitivos possível. Um manual continua no entanto a ser necessário para facilitar a descoberta de todas as possibilidades do programa, uma vez que estas são numerosas. Aconselhamos-lhe que o leia atentamente, praticando ao mesmo tempo o manejamento das funções descritas. Este manual documenta simultaneamente as versões «Expert» (i.e., «Perito»), «Basic» (i.e., «Básica») e «Light» (i.e., «Leve»). Tenha em atenção que, pontualmente, conforme identificado, algumas das funcionalidades descritas não se aplicam do mesmo modo às três versões. Assim, a versão «Expert» possui o maior número de funcionalidades, de entre as quais, nomeadamente, a possibilidade de orbitar a Lua e a visualização da face oculta com a correspondente base de dados descritiva das formações e uma textura fotográfica global que atinge os 500 m de resolução. A versão «Basic» inclui as mesmas funcionalidades da versão «Expert», excepto a ausência da face oculta da Lua e do modo «Globo inteiro». Apenas as versões «Basic» e «Expert» permitem controlar um telescópio com montagem computorizada. A versão «Light», por seu lado, foi especialmente concebida para possuidores de computadores com placas gráficas sem suporte para o OpenGL ou com processadores de velocidade inferior a 500 Mhz. O seu principal limite é a impossibildade de visualizar o efeito das librações. Boa utilização, Christian Legrand & Patrick Chevalley
O ecrã do «Atlas Virtual da Lua» (AVL) surge numa janela do Windows. Como todas as janelas do Windows, pode minimizar, maximizar ou adaptar o tamanho clicando nos botões à direita, na barra com o título. A janela principal inclui: A BARRA DOS MENUS E DOS BOTÕES
Esta barra inclui os menus que dão acesso a diversas funções gerais e os botões que permitem um acesso directo e rápido a determinadas funções específicas. A - O MENU «FICHEIRO»
Esta função permite guardar o conteúdo da janela «Carta» como uma imagem, seja no formato «jpg» seja no formato «bmp». A.2) FUNÇÃO «Seleccionar impressora» Esta função permite-lhe, através da função padrão do Windows, escolher a sua impressora e configurá-la. Esta função permite-lhe imprimir os documentos escolhidos no menu documentos a imprimir (Carta, efemérides e ou ficha de descrição). Esta opção permite-lhe iniciar o «Cartas Celestes», o planetário freeware de Patrick Chevalley, de modo a poder determinar a posição da Lua relativamente às estrelas e ou ao horizonte. Permite-lhe ainda, nomeadamente, por simulação, pesquisar ocultações de estrelas. Esta função permite-lhe terminar a execução do programa, fechando todos os ficheiros abertos. B - O MENU «CONFIGURAÇÃO» Este menu permite ajustar os diferentes parâmetros do AVL. Comporta 6 separadores.
B.1.a) Coordenadas do Observatório Activando a casa «Posição geocêntrica», verá o globo lunar tal como este lhe apareceria se estivesse posicionado sobre uma linha unindo o centro da Lua ao centro da Terra. Mas o programa pode levar em conta as coordenadas geográficas do local do observação de modo a mostrar o globo lunar em tempo real e em 3D levando em conta a libração dita «diária». B.1.b) Lista extensível «Idioma» A lista extensível «Idioma» permite-lhe escolher o idioma empregue pelo programa e pela base de dados com a descrição da morfologia lunar. Na versão base de instalação estão incluídos o Francês e o Inglês. Pode descarregar posteriormente, a partir do sítio do AVL, as traduções das palavras e expressões empregues nos menus e caixas de diálogo. A página de traduções do sítio do AVL indica-lhe igualmente se, para cada idioma, as traduções da base de dados e da ajuda actualizada estão igualmente disponíveis (como é o caso do Português). B.1.c) Casas de selecção «Base de dados» As casas de selecção opcional «Base de dados» permitem-lhe indicar ao programa quais são as bases de dados que deseja utilizar. Quanto menos casas estiverem seleccionadas, mais rápido será o desenho das cartas pelo programa. No total, quando todas as bases de dados estão seleccionadas, o programa tem de gerir mais de 8000 entradas. Christian Legrand preparou até hoje quatro bases de dados, completa ou parcialmente fornecidas: - Formações nomeadas da face visível (cerca de 1100 entradas) A base de dados «Formações nomeadas da face oculta» apenas está disponível na versão «Expert». Outras bases de dados estão em preparação e serão incluídas, com a respectiva casa opcional de selecção, neste separador, à medida que as novas versões forem lançadas...
B.2.a) Casas de selecção «Exibição» A activação da opção «Mostrar a fase» faz aparecer uma zona de sombra sobre o globo lunar cujo limite acompanha o terminador correspondente à data e à hora escolhidas pelo utilizador. As características desta sombra são ajustavéis (ver «Separador Ajustes»). A activação da opção «Mostrar a libração» faz girar ligeiramente o globo lunar de modo a que a representação do seu aspecto tenha em conta a libração calculada para a data e hora ajustadas pelo utilizador (ver «Separador Efemérides»). B.2.b) Cores Clicando nos pequenos quadrados - originalmente de cor amarela, vermelha e verde - pode mudar a cor do nome da formação «identificada», a cor da marca que a assinala e a das etiquetas aplicadas às outras formações mostradas, respectivamente. Aconselhamo-lo a escolher a cor verde para as «etiquetas», a cor vermelha para a marca da formação seleccionada e a cor amarela para a identificação do nome respectivo. B.2.c) Etiquetas e Marcas A casa opcional «Indicar o ponto de máxima libração» serve para mostrar um ponto na versão 2D ou uma seta na versão 3D à margem do perfil do disco lunar, no local onde a libração é máxima. Activando as casas «Mostrar etiquetas» e/ou «Mostrar marcas», opta por ver o ponto indicativo de cada formação escolhida, o nome oficial desta e os nomes das outras formações visíveis na carta. Pode optar entre centrar sobre ou colocar à direita de os nomes das formações, usando a opção «Centrar etiquetas na formação» A casa «Etiqueta abreviada» serve para diminuir o empastamento/sobreposição de etiquetas na representação, que se arrisca ocorrer quando utilizar a base de dados das crateras indexadas. Seleccionando esta casa, as crateras «indexadas» serão identificados abreviadamente relativamente ao seu referente. Exemplo: «ERATOSTHENES A» será indicada como «A» apenas, mas, clicando sobre ela, será identificada como «ERATOSTHENES A». Duas barras de deslocação «Tamanho das etiquetas» e «Densidade das etiquetas» permitem-lhe ajustar por um lado a dimensão dos nomes mostrados sobre a carta e por outro o número destes exibido simultaneamente. Ser-lhe-á sem dúvida necessário proceder a sucessivos ajustes até lograr achar um bom compromisso. Estes dois cursores são igualmente empregues para determinar a impressão das cartas uma vez que a carta impressa não é mais do que um reflexo exacto da carta mostrada na janela.
B.3.a) Casa «Interpolação das Texturas» O resultado desta opção depende muito da qualidade da filtragem da sua placa gráfica. B.3.b) Quadro «Definição das texturas (face visível)» Activando alternativamente uma das casas presentes, «Inteira», «Meia» ou «Quarto», pode escolher a resolução da textura aplicada sobre a esfera 3D. Quanto maior é a qualidade da textura aplicada menor é a taxa de refrescamento da carta. Este parâmetro permite-lhe regular esta em função da capacidade do seu computador. Na versão « Light» a textura « Clementine aerográfica» corresponde aproximadamente à visão obtida num instrumento de 80mm. Este quadro também dá acesso a uma importante especificidade da versão «Light». Se assinalar a opção «Mapa Geológico» opta por ver este ao invés do topográfico. B.3.c) Quadro «Resolução das texturas da face oculta» Na versão «Expert», pode escolher uma «resolução das texturas da face oculta» menor se desejar, atendendo a que ela não é observável da Terra. B.3.d) Quadro «Selecção da textura» As casas «Selecção da textura» permitem-lhe escolher as texturas de elevada definição. Estão disponíveis duas texturas deste tipo:
Este separador permite classificar as imagens disponíveis na fototeca - tendo em conta que o número de fontes tende a aumentar - e configurar a sua exibição. B.4.a) Número de janelas de imagens Clicando nas setas cima e baixo da casa «Número de janelas de imagens» pode aumentar ou diminuir o número de janelas que podem ser mostradas simultaneamente no ecrã para exibição das imagens das formações. O número máximo está fixo em 10. Uma configuração tida como ideal é de 4. Ela permite a comparação entre diversas formações do mesmo tipo ou mostrar um número suficiente de imagens da mesma formação para melhor apreensão de todos os seus aspectos. B.4.b) Lista das pastas de imagens Na lista «Pastas das imagens» pode indicar o caminho das bibliotecas de imagens que deseja utilizar. Por definição, o AVL cria as subpastas «LOPAM», «Apollo», «Clementine», «Probes» («Sondas») e «My images» («Minhas imagens») nas quais pode colocar e organizar as imagens de formações que deve descarregar a partir do sítio WWW do AVL. A subpasta «Minhas imagens» está reservada para a inclusão das suas próprias imagens tiradas com uma webcam, uma câmara CCD ou digitalizadas com um scanner. Este separador permite-lhe introduzir os parâmetros das suas oculares a fim de poder visualizar o aspecto real da Lua conforme observada no seu instrumento, graças à função «Ocular» do menu contextual - acessível mediante um «clique direito» do rato. B.5.a) Lista de oculares Pode introduzir directamente as características das suas oculares nos campos da lista, se as souber de antemão: a descrição na coluna da esquerda - «Nome da ocular» - e o campo aparente em minutos de arco na coluna da direita - «Campo em minutos». Um exemplo pré-introduzido é mostrado por definição. Pode ser apagado. Pode introduzir um máximo de 10 oculares. Aconselhamos-lhe a que as introduza por ordem crescente da amplificação que permitem. B.5.b) Cálculo dos parâmetros das oculares Se não conhece os parâmetros das suas oculares, no topo do separador uma calculadora ajuda-o a determiná-los. Introduza, no campo com o mesmo nome, a «Distância focal do instrumento» para o qual deseja efectuar os cálculos. Depois, introduza a «Distância focal da ocular» em questão no campo previsto para esse fim. Finalmente, introduza a dimensão do «Campo de visão aparente da ocular» no terceiro campo previsto. Este campo é o campo em graus fornecido pela documentação e ou inscrito ou publicitado nos diversos tipos de oculares. Deste modo, uma ocular do tipo Plössl tem uma campo aparente de cerca de 50º, uma ocular «ultra grande campo» (ultra wide field) como as UWA Meade ou as Nagler Televue um campo de 82º. Clique no botão «Calcular». No quadro «Campo real da ocular» (à direita) aparece o diâmetro da região observada sobre a Lua em minutos de arco obtido com a ocular e os instrumentos introduzidos. No campo «Amplificação da ocular» é indicada a amplificação obtida com a ocular aplicada ao instrumento mencionado. Uma vez efectuado o cálculo, resta-lhe introduzir os valor correspondentes e a descrição da ocular nas duas colunas para tal efeito existentes na tabela inferior [ «campo em minutos (de arco)» e «Nome da ocular», respectivamente] . Pode ainda levar directamente em conta os efeitos de orientação devidos ao design do instrumento empregue, clicando nas casas das colunas «<->» (inversão direita-esquerda) e «N/S» (inversão Norte/Sul»). O exemplo da imagem acima mostra-nos a configuração para um Schmidt-Cassegrain e um telescópio do tipo Newton. A cor verde indica que a função está activa. Vermelho, inactiva.
Este separador permite ajustar os parâmetros de impressão das cartas. Este botão dá acesso à configuração dos parâmetros de impressão do Windows. A casa e o cursor disponíveis permitem-lhe escolher a largura da margem aquando da impressão e a dimensão dos caracteres. B.6.c) Casas a seleccionar dos documentos a imprimir Estas casas para assinalar permitem-lhe escolher os documentos/tipo de informação a imprimir. A casa «Imprimir o mapa» permite-lhe imprimir a carta exibida no ecrã. Ela é preta e branca para as cartas topográficas e a cores para as cartas geológicas, com os nomes a cores em ambos os casos. É possível que tenha de aumentar o tamanho de modo a tornar os nomes das formações mais legíveis na impressão. O texto «Imprimir as efemérides» engloba as informações orbitais, a fase e as librações correspondentes às últimas data e hora seleccionadas no separador «Efemérides». O texto «Imprimir as informações» contém a ficha de informação da última formação seleccionada na carta. As cartas mostradas podem ser impressas sobre papel apresentando um fundo branco (ao invés de negro) em torno do disco lunar seleccionando esta casa, de forma a diminuir o consumo de tinta ou toner da impressora. C - O MENU «AJUDA»
Este menu dá-lhe acesso a ferramentas que visam facilitar a sua utilização do atlas. C.1) «Ajuda» Esta opção dá-lhe acesso, numa janela independente, ao presente manual. Esta opção permite-lhe visualizar um glossário de mais de uma centena de termos relacionados com a Lua e a respectiva observação.
O glossário é exibido numa janela independente, dividida em 3 partes. A parte superior compreende as letras do alfabeto. Clicando sobre uma delas tem acesso aos termos iniciados pela letra respectiva. A parte inferior esquerda apresenta, sob a forma de árvore, as letras e - expandindo estas com um clique - os termos. A parte direita contém a definição do termo seleccionado do lado esquerdo. As ligações (sublinhadas) remetem-no para outras definições do glossário empregues na definição escolhida.
Esta opção permite aceder a uma página que descreve as principais características da Lua e da sua órbita. Esta opção mostra-lhe os créditos na elaboração do programa e, nomeadamente, a repartição das tarefas entre Christian Legrand e Patrick Chevalley. D - O CURSOR DE ZOOM
Deslocando este cursor ao longo da barra respectiva pode ajustar a intensidade do zoom aplicado à carta (ver «janela carta»). Quando situado completamente à esquerda, o globo lunar é totalmente visível. Deslocando-o para a direita aumenta-se o factor de zoom. Em função da resolução das texturas escolhida (ver separador «Texturas»), a partir de dada altura o zoom deixará de fazer surgir mais detalhes e a representação pode tornar-se algo enevoada, perdendo definição ao invés de a ganhar. A exibição dos nomes das formações é determinada pela sua escolha da densidade e dimensão das etiquetas (ver «etiquetas e marcas»). E - O BOTÃO «1:1»
Clicando neste botão regressa instantaneamente ao zoom mínimo, permitindo-lhe enquadrar a totalidade do globo lunar na janela «Carta», qualquer que seja o tamanho desta. F - O BOTÃO «Centrar»
Clicando neste botão, quando o zoom está no mínimo (1:1), faz coincidir instantaneamente o centro do globo lunar visível com o centro da janela «Carta» no seu ecrã. Doutro modo, este botão serve igualmente para centrar uma formação seleccionada na janela «Carta». G - O BOTÃO «Imagem»
Se e quando a formação não possui fotos nas pastas onde estas são guardadas o botão «Imagens» está inactivo. Clicando neste botão quando está activo, pode deparar-se com um de dois resultados: 1) A formação tem somente uma foto no LOPAM (que é a fototeca base) e esta é mostrada directamente. 2) A formação tem diversas fotos disponíveis e uma lista destas aparece-lhe numa nova janela. Clique sobre a foto que deseja ver e ela aparece numa nova janela independente. Pode abrir deste modo um certo número de janelas de imagens, limitado pelo valor que escolheu no separador «Imagens» do menu «Configuração».
A biblioteca de imagens é modular; o mesmo é dizer que lhe podemos adicionar tantas fontes quantas aquelas que desejarmos. Pode descarregar para esta versão do programa (2.1) ficheiros de imagens provenientes de cinco fontes diferentes (a ver de seguida). IMAGENS DO «CONSOLIDATED LUNAR ATLAS» (CLA)
Leg.: «Plato» vista com quatro iluminações diferentes. A biblioteca de imagens do AVL contém nesta primeira versão cerca de 1400 imagens de formações. Estas imagens foram obtidas a partir das placas da versão electrónica do «Consolidated Lunar Atlas» (CLA), executado pela equipa de Paul Spudis no Lunar and Planetary Institute. Este trabalho notável pode ser consultado no sítio: http://www.lpi.usra.edu/research/ Estas imagens mostram cada formação nomeada da face visível, frequentemente sob diversos ângulos de iluminação e de libração. Em acréscimo, tiradas a partir da Terra, estas fotos têm a particularidade de mostrar as formações tal como as poderemos observar num instrumento. A sua resolução é geralmente equivalente aquela de um instrumento de 150 a 200 mm de diâmetro. Christian Legrand começou a extrair a partir de cada uma das 220 placas do CLA as imagens de cada formação que aí se encontravam. Já conseguiu assim «recortar» cerca de 1400 imagens utilizáveis de cerca de 300 formações. A extracção continua... Estas imagens não podem ser utilizadas fora do programa e são fornecidas sujeitas ao copyright (direitos de autor) do: «Consolidated Lunar Atlas, G. Kuiper et al., 1967, Lunar and Planetary Laboratory, University of Arizona; Versão digital por E. Douglass e M.S. O'Dell, 2003, Lunar and Planetary Institute, Houston.»
Leg.: «Aristillus» e «Vallis Alpes»
A biblioteca de imagens do AVL contém nesta versão imagens de mais de 1000 formações. Estas imagens foram obtidas a partir dos originais da versão electrónica do «Lunar Orbiter Photographic Atlas of the Moon» (LOPAM) elaborado pela equipa de Jeff Gillis no Lunar and Planetary Institute. Este trabalho notável é consultável no sítio : http://www.lpi.usra.edu/research/lunar_orbiter/ Christian Legrand extraiu de cada uma das duzentas imagens do LOPAM as imagens das formações que aí se encontravam. Reuniu desta forma 3000 imagens utilizáveis. Posteriormente, foi necessário escolher as melhores de entre elas para cada formação. Para certas formações, truncadas entre diversas imagens, foi necessário juntar os pedaços tendo por vezes sido aplicados tratamentos a nível da sua orientação e forma. Posteriormente, foi necessário comprimir as imagens procurando um compromisso razoável entre qualidade e tamanho do ficheiro de modo a torná-las facilmente descarregáveis. Apesar deste importante trabalho, cerca de 150 formações nomeadas não foram encontradas nas imagens do LOPAM, tendo presente que a sonda Lunar Orbiter 4 não cartografou a totalidade da face visível. Para aqueles que não desejam descarregar a totalidade das imagens, Christian Legrand seleccionou as formações lunares mais conhecidas (130) e juntou-as no ficheiro «Estrelas da Lua». Estas imagens são fornecidas sujeitas ao copyright do «Lunar and Planetary Institute» - detentor dos direitos de reprodução - e não podem ser usadas fora do programa. Leg.: «Copernicus» vista pelos astronautas da missão Apollo 12 Sempre com o objectivo de fornecer uma visão o mais completa possível das formações lunares, Christian Legrand seleccionou de entre mais de 1000 originais da NASA cerca de 500 imagens utilizáveis. Posteriormente foi necessário escolher as melhores de entre estas. Chegou-se assim a mais de 400 imagens correspondentes a mais de 300 formações diferentes. Estas imagens são fornecidas sujeitas ao copyright da «National Air and Space Administration» (NASA) - detentora dos direitos de reprodução (cf http://www.nasa.gov ) - e não podem ser utilizadas para fins exteriores ao programa. O nome das fotos indica o nome da formação bem como a missão Apollo no decurso da qual foi tirada a imagem original, sempre que esta informação é conhecida. Deste modo, COPERNICUS_A12.JPG (cratera designada Copernicus, foto tirada durante a missão Apollo 12) é o nome da imagem mostrada acima. IMAGENS DAS SONDAS LUNARES Outras sondas para além da Lunar Orbiter 4 mediram e fotografaram a Lua. Trata-se das sondas norte-americanas Ranger, Lunar Orbiter 1,2,3,5 e as Surveyor. No contexto histórico da corrida à Lua, a ex-União Soviética lançou também um grande número de sondas Luna. Leg.: A base da sonda Luna 17 fotografada pelo robot móvel Lunakhod 1 (à esquerda) e um panorama dos flancos da cratera Tycho, tirado pela sonda norte-americana Surveyor 7 (à direita). Esta fototeca realizada por Christian Legrand reúne 120 imagens tiradas pelas diferentes sondas. Estas imagens são fornecidas sujeitas ao copyright da NASA (http://www.nasa.gov ), no que toca às sondas norte-americanas. As imagens russas não possuem detentores de direitos claramente identificados. Estas imagens não podem ser usadas para fins exteriores ao Atlas Virtual da Lua. Os nomes da fotos indicam o nome da formação bem como a sonda ou a missão Apollo que as tirou. Os diminutivos seguintes são empregues, acompanhados de um sufixo XX que indica o número da missão: Por exemplo, LUNA 9_LU9.jpg é uma imagem do sítio de aterragem da sonda Luna 9, tirada por ela própria. Do mesmo modo SURVEYOR 3_A12.jpg é uma foto da Surveyor 3 tirada aquando da missão Apollo 12. As fotos das sondas são acessíveis a partir do nome da formação se se trata da imagem de uma formação, ou a partir do nome das sondas se se trata de uma foto dos arredores do sítio de alunagem tirada pela sonda. As imagens das sondas lunares estão organizadas por definição na subpasta «Probes».
IMAGENS DA SONDA CLEMENTINE Outra grande fonte de imagens de formações lunares é devida à missão norte-americana «Clementine». Esta pequena sonda cartografou com uma resolução próxima dos 100 por 200 m por pixel a quase totalidade da superfície lunar. As imagens da Clementine são complementares das do LOPAM. Se a sua resolução e qualidade geral são melhores, elas têm uma desvantagem para os observadores terrestres: foram realizadas quando o Sol estava no meridiano da formação fotografada. Que o mesmo é dizer: com uma iluminação vertical que releva as sombras e destaca a intensidade do albedo. Para as formações situadas numa banda compreendida entre os +45º Norte e os -45º Sul, as imagens fornecem portanto antes do mais indicações sobre o albedo da formação fotografada. Compare por exemplo (infra), as imagens de Bessarion obtidas pela LOPAM e pela Clementine para ver a diferença. Para as formações situadas para além das coordenadas supra-mencionadas, em direcção aos pólos, as sombras aparecem e algumas revelam ser mais detalhadas do que as do LOPAM. Faça a comparação observando, abaixo, as imagens da cratera Arzachel, a título de exemplo. Leg.: Imagem da cratera Arzachel tirada pela sonda Clementine (à esquerda) comparada com a do LOPAM (à direita). Christian Legrand está na eminência de extrair as imagens das formações lunares do ficheiro geral fornecido pelo USGS. Visite regularmente o sítio WWW do Atlas Virtual da Lua para ver as novas adições à fototeca «Clementine». Estas imagens são fornecidas sujeitas ao copyright geral da NASA - detentora dos direitos de reprodução - e não podem ser utilizadas para fins exteriores ao próprio programa. As imagens da sonda Clementine estão reunidas, por definição, na subpasta «Clementine». G.2) As janelas «Imagem»
As janelas «Imagem» são independentes e sobrepõem-se na janela «Carta». Na sua margem superior desfilam as menções de copyright e são indicados o nome da formação e o factor de ampliação das imagens. Este está fixo em «1:1» no momento da abertura das janelas, excepto se a imagem é demasiado grande para ser mostrada no ecrã. A janela «Imagem» comporta três botões. O botão «Zoom +» O botão «Zoom +» permite aumentar o factor de ampliação da imagem. O botão «Zoom - » O botão «Zoom - » permite diminuir o factor de ampliação da imagem. O botão «Fechar» O botão «Fechar» permite fechar a imagem exibida. Esta acção remete para a escolha de uma nova formação a partir da carta ou do separador.
Clicando neste botão uma nova janela surge contendo o nome das formações situadas na vizinhança da formação actualmente seleccionada. Pode clicar numa delas para a ver indicada na carta.
Clicando neste botão, pode aceder à mais poderosa das funções da versão «Expert» do AVL. Quando o programa não se encontra minimizado, por norma, a janela «Carta» mostra-lhe a face visível a partir da Terra, com a fase e a libração aplicadas se marcou as casas necessárias no separador «Exibição» do menu «Configuração». Mas se clicar neste botão, colocando-o na posição de premido, ele activa a função «Globo» e a janela «Carta» mostra então um globo completo em três dimensões cuja totalidade das faces irá poder observar. A janela «Carta» localiza-se na parte esquerda da janela geral. Ela mostra a face visível desde a Terra com a fase e a libração tidas em consideração, se assinalou as casas respectivas no separador «Exibição» do menu «Configuração», ou, na versão «Expert», o globo completo da Lua, estando neste caso activa a opção respectiva (ver «Botão Globo inteiro»). Ela é inamovível e não pode ser redimensionada. As barras de deslocação aparecem de acordo com o factor de zoom aplicado (ver «Cursor de zoom»). A função destas barras de deslocação varia tendo em conta a activação ou não dos modos «Face visível» ou «Globo inteiro», no caso da versão «Expert». J - A CARTA Ela está, por definição, orientada de maneira a que a Lua mostrada esteja orientada no mesmo sentido de quando é vista a olho nu ou com um binóculo. Pode, porém, fazer girar a carta em torno do seu eixo central para se aproximar da visão obtida na ocular de um telescópio do tipo «Newton». Pode igualmente visualizar a carta da Lua tal como é mostrada num espelho de modo a aproximar-se da visão obtida na ocular de um instrumento munido de um dispositivo inversor da imagem tal como uma luneta, telescópios Cassegrain, Schmidt-Cassegrain, Maksutov, Dall-Kirkham... ( Ver Separador «Ferramentas» ).
J.1) A carta topográfica «Face visível» (com inversão « <->»)
Ela mostra unicamente a face visível da Lua. Trata-se da textura de David Seals mais detalhada existente, correspondente aos detalhes visíveis num instrumento de 120mm, aplicada sobre uma esfera 3D com a deslocação limitada pela libração e gerada recorrendo ao OpenGL.
Se a opção «Libração» (ver Menu «Configuração») estiver seleccionada, o centro da face visível não está forçosamente no centro da imagem mostrada, dado o efeito da libração. A textura da versão «Expert» foi retrabalhada por Patrick Chevaley para uma exibição óptima, nomeadamente ao nível das zonas de libração. A resolução da carta é agora de cerca de 2 km, com a resolução das texturas colocada no máximo.
Se a opção «Mapa geológico» no menu «Configuração» estiver activa, uma textura multicolor indica os diferentes períodos de origem das formações. Este mapa geológico foi realizado por Don E. Wilhems em 1971. Está disponível no sítio web do WEBGIS do «United States Geological Survey» (USGS) que oferece mapas geológicos planetários no seguinte endereço: http://astrogeology.usgs.gov/Projects/webgis/ O tamanho, a orientação e a transparência originais do mapa foram melhorados por Christian Legrand de modo a serem compatíveis com o mapa topográfico básico 2D. Pode aceder a uma legenda para melhor compreensão do mapa geológico clicando no mapa e escolhendo «Legenda geológica».
J.3) A carta «Globo inteiro» (versão «Expert» apenas)
Ela permite visualizar o globo lunar completo e estudar a face oculta invisível desde a Terra (na captura de ecrã acima, vemos em evidência o Mare Orientale). Trata-se sempre da textura de David Seals mais detalhada existente correspondente aos detalhes visíveis num instrumento de 120 mm, aplicada sobre uma esfera 3D de deslocação não limitada e gerada em OpenGL. Se as opções «Mostrar libração» e «Mostrar fase» (ver Menu «Configuração») estiverem activas, a iluminação do globo lunar está de acordo com a iluminação real para a hora e a data escolhidas no separador «Efemérides». J.4) Deslocação da carta Depois da aplicação de um dado factor de zoom à carta é possível deslocar-se nesta. Mas o modo de deslocação é diferente segundo esteja em modo «Fase visível» ou em modo «Globo inteiro». Nos dois casos, pode utilizar as clássicas barras de deslocação do Windows à direita e em baixo da janela «Carta» para subir ou descer a parte do disco ou do globo mostrada na janela. Em modo «Face visível», pode ainda «deslocar» o disco dando um clique esquerdo com o rato sobre uma parte deste e, mantendo o botão premido, movimentá-lo no sentido desejado através da deslocação do rato. Em modo «Globo inteiro», pode igualmente «deslocar» o disco fazendo um clique esquerdo com o rato sobre uma parte deste e, mantendo o botão esquerdo premido, fazê-lo girar nos sentidos «Este» ou «Oeste», através da deslocação do rato. J.5) Clique direito do rato Um clique direito do rato sobre uma formação leva ao aparecimento de um menu contextual que compreende diversas opções:
Informação : Remete para a janela «Base de dados» para conhecer as informações relativas à formação seleccionada. Notas : Mostra a janela «Bloco de notas» para visualizar ou registar os seus dados pessoais para a formação seleccionada. Imagem : Lança a exibição da ou das fotos da formação seleccionada. Vizinhança : Mostra numa janela a lista das formações vizinhas da formação seleccionada. Centrar : Permite centrar a carta na formação seleccionada ou centrar o disco ou o globo lunar quando o zoom é «1:1». Zoom : Permite ajustar directamente o factor de zoom para 1/1, 2/1 ou 4/1. Oculares : Permite escolher a ocular empregue e materializar a simulação da visão exacta obtida no instrumento. Uma moldura negra enquadrando um círculo transparente surge então na janela carta. Para a remover, uma vez afixada, basta clicar na opção «Nenhuma» (ocular). Distância : Permite activar o modo «Medir a distância» (ver «Medir a distância») Orbitar a Lua : Activo somente no modo «Globo inteiro». Permite activar uma rotação automática de modo a fazer girar o globo, como se se por efeito de uma «satelização» (isto é, como se o utilizador - qual sonda - tivesse entrado em órbita lunar). As velocidades indicadas correspondem opcionalmente ao «grau de longitude por segundo» ou à rotação manual do globo graças à escolha da «Direcção».
K - O SEPARADOR «INFORMAÇÃO»
K.1) A LISTA EXTENSÍVEL «BUSCA»
Pode digitar nesta lista as letras que fazem parte do nome de uma formação ou empregar indicadores booleanos. Assim, por ex., «*tri» fará surgir na lista extensível de escolha simultaneamente «Triesnecker» e «Rimae Triesnecker». K.2) O BOTÃO «Busca» Clicando neste botão executa uma pesquisa. Adicionalmente vê ser indicada na carta a formação seleccionada na lista de resultados. K.3) O BOTÃO «Seguinte» Clicando neste botão vê ser indicada na carta a formação seguinte na lista «Busca». K.4) O QUADRO «Perfil»
Neste quadro é exibida informação sobre o perfil da formação escolhida na sua pesquisa e cuja ficha aparece, imediatamente abaixo, na janela «base de dados». Trata-se de um campo semi-gráfico que dá uma ideia do perfil, em corte transversal, e em termos proporcionais, da formação. Esta informação só é fornecida quando a altura da formação é indicada/conhecida. Do mesmo modo, ela não foi gerada para os tipos de formações seguintes, para os quais não seria representativa por desproporção ou inaplicabilidade óbvias: - Golfo K.4.a) Perfil de cratera: A cratera está representada de tal modo que: A________________A < n caracteres variáveis> «A» caracteres mostra a altura dos muros da cratera. O número de «_» caracteres mostra a extensão da cratera na mesma escala que a altura. No exemplo acima, a relação entre a altura e a largura da cratera é de 1/8. Os massivos montanhosos centrais não foram tidos em conta, uma vez que a sua altura colocaria dificuldades na sua representação em modo semi-gráfico. Cada perfil indicado é característico da formação a que se diz respeito. Ele traduz a proporção altura-extensão da formação a que especificamente se reporta, e dessa apenas. Não podemos, assim, comparar - em termos absolutos - as dimensões dos perfis de duas formações. Por exemplo, para duas formações distintas podemos ter: A__________A Correspondente a um perfil de largura = 20km & altura=4000m. A__________A Correspondente a um perfil de largura = 5 km & altura = 1000 m No ecrã os perfis são os mesmos mas, como podemos ver, as dimensões reais são muitos diferentes. K.4.b) Perfil de montanhas, cadeias montanhosas, cúpulas e dorsais: Para as montanhas, cadeias montanhosas, cúpulas e dorsais outra fórmula para traduzir graficamente o relevo foi empregue: ___A___ O caractere «A» representa a altura da montanha. O número de caracteres «_» traduz, à escala da altura, o diâmetro médio da montanha na sua base. No exemplo acima, a relação entre a extensão e o diâmetro é de 1/7, típica de uma montanha tal como o Mons Pico. K.4.c) Perfil de falhas, complexos de falhas e vales: Para as falhas, complexos de falhas e vales, o perfil é representado da forma seguinte: ___ ___
V O caractere «V» traduz a profundidade da falha. O número de de caracteres «_» traduz, à escala da altura, a extensão da fenda. No exemplo acima, a relação entre a largura (no caso, profundidade) e a altura é de 1/7. É preciso notar que não foi possível encontrar nas obras sobre a Lua senão a profundidade de um pequeno número de falhas.
K.5) A JANELA «BASE DE DADOS»
A janela «Base de dados» está organizada de maneira a mostrar as informações correspondentes à formação seleccionada. Ela exibe uma barra de deslocação vertical no caso da totalidade dos dados não caberem na extensão de um único golpe de vista. A base de dados da versão «Expert» é a mais completa existente até hoje. O ficheiro corresponde a mais de 5MB de texto e contém as fichas descritivas de mais de 7000 formações lunares, das quais cerca de 6500 da face visível. A informação está separada em quatro bases/ficheiros distintas/os : - Formações nomeadas da fase visível (cerca de 1100 entradas) Para cada formação as informações incluídas correspondem às seguintes variáveis: - o tipo e a origem geológica da formação. Atenção : Num documento de dimensão tão extensa, é possível que permaneçam alguns erros, apesar da atenção tida. Caso detecte algum pode indicá-lo a Christian Legrand. Será corrigido assim que possível e em futuras versões do programa. O autor agradece penhoradamente a sua colaboração. A base de dados do AVL será constantemente aumentada nas futuras versões a fim de incluir progressivamente mais informação sobre outras formações. Esteja atento ao nosso sítio na Internet para seguir de perto o lançamento das actualizações. ATENÇÃO: As informações da base de dados do «Atlas Virtual da Lua» são fornecidas sujeitas aos direitos de autor (copyright) de Christian Legrand e não podem ser usados para fins exteriores a este programa. Para toda e qualquer outra utilização queira contactar previamente Christian Legrand.
K.5.a) NOME OFICIAL : O nome principal da formação em latim utilizado oficialmente pela União Astronómica Internacional é indicado em letras maiúsculas a azul no alto da janela. O campo contém o tipo da formação em conformidade com as definições da União Astronómica Internacional , mais algumas adições especificas: - Promontório (ou Cabo) A idade da formação é indicada em função do período lunar do seu surgimento. Os seis períodos geralmente mencionados na literatura actual são: O Pré-Nectariano : (-4550MA a -3920MA) MA = Milhões de anos A idade indicada foi extraída do notável livro de Don E. Wilhelms e sua equipa : «The Geologic History of the Moon», USGS publicação n° 1348 de 1981. As cartas e os textos desta obra forneceram cerca da metade das idades indicadas. Posterior às missões Apollo, esta obra integra a maior parte das descobertas efectuadas nessa época. Nesta bíblia da geologia lunar, certas crateras constituem tipos ideais das formações de cada um dos seis períodos. Estas foram incluídas na base de dados com a designação «Típica». A outra metade das idades foi obtida a partir de uma carta geológica da Lua estabelecida igualmente por Don E. Wilhelms e sua equipa em 1971. Sendo a localização das formações nesta carta menos precisa, as idades indicadas terminam com um «?» de modo a fazer notar a incerteza subsistente em função da fonte precedente. Com efeito, esta carta concebida antes dos resultados das missões Apollo, leva apenas em conta 4 períodos geológicos: O Pré-Imbriano : (-4550MA a -3850MA) agrupa o Pré-Nectariano e o Nectariano. As idades baseadas nesta segunda carta são portanto um pouco menos precisas que as precedentes, sobretudo no que toca os dois primeiros períodos da evolução lunar. Para certas formações, não foi possível encontrar informação relativa ao período de surgimento. É assim indicado «Período de formação não encontrado».
Os quatros campos seguintes contêm dados relativos às dimensões das formações. Estes variam de acordo com as fontes. Podemos portanto encontrar valores diferentes dos que se podem ler noutras obras. Foram tidos em conta prioritariamente os dados da União Astronómica Internacional e só depois os de outras fontes, sempre que pareceram fiáveis. Certas dimensões foram, finalmente, medidas das cartas ou atlas quando não puderam ser encontradas na literatura. Comprimento :
O campo dá o comprimento em quilómetros da formação. No caso das formações crateriformes o comprimento é na maior parte dos casos igual à largura na medida em que se trata de facto do diâmetro médio de uma formação aproximadamente circular. Largura :
Este campo dá a largura em quilómetros da formação. No caso de uma largura variável, é a largura média que é indicada. Para as formações crateriformes regulares, ela é igual ao comprimento, pela razão acima exposta. Altura : Este campo traduz as altitudes relativas (e não as altitudes absolutas), tomadas por referência a uma esfera lunar média convencional, e fornece a altura média em metros da formação quando ela é conhecida. No caso das crateras, a altura é a diferença média de altitude entre o alto do muro e o fundo da cratera. Para as outras formações, trata-se da diferença de altitude entre o cume da formação e os terrenos vizinhos. Para as cadeias de montanhas, trata-se de uma altura média - sendo a altitude atingida pelos cumes mais elevados frequentemente indicada a título adicional no campo «descrição». Para as falhas e e escarpas, o número indica efectivamente o desnível em metros entre o ponto mais elevado e a base da formação. Relação : Este dado é apenas fornecido para as formações cuja altura é conhecida e em particular para numerosas crateras. Ele representa a relação entre o diâmetro da cratera e a sua profundidade, quando esta é conhecida. Este rácio dá uma boa indicação sobre o perfil geral da formação. Esta rubrica está dividida em múltiplos campos reservados à descrição da formação quando iluminada. Não obstante, esta divisão pretende ser clara quer na consulta da ficha no ecrã quer impressa. A localização dos diferentes constituintes da formação é indicada pelos pontos cardeais, sendo tomada como referência a parte média ou central da formação. Para uma cratera, a referência é o centro da cratera. Para uma Lua observada a olho nu o Norte encontra-se ao alto, o Sul em baixo, o Este à direita e o Oeste à esquerda. Norte Noroeste___________________Nordeste Centro da Sudoeste_____________________Sudeste Sul
Constituindo as crateras a maior parte das formações, a sua descrição está dividida em quatro partes. Descrição geral :
São prestadas informações genéricas sobre a forma, sobre o estado ou sobre a situação da formação. Esta rubrica aparece preenchida em todas as formações. Descrição das vertentes exteriores :
A descrição corresponde à inclinação das vertentes externas da cratera. Regra geral, trata-se de indicar o grau de inclinação destas. Este vai de «pouco escarpadas», se for muito fraco até «muito escarpadas» se o cume/ponto mais alto das vertentes está claramente elevado acima dos terrenos circundantes. Se ondulações ou vales radiais pronunciados estiverem presentes, as vertentes são descritas como «acidentadas» ou «tormentosas». Esta parte indica igualmente a presença de outras crateras mais pequenas inscritas nas vertentes da formação. Descrição do muro interno :
O muro descrito é, neste caso, o correspondente aos declives internos da cratera. Trata-se de verdadeiras paredes inclinadas que ligam o bordo superior ao fundo. O muro é declarado «pouco elevado» quando o desnível não ultrapassa real ou aparentemente cerca de 2000 metros, «bastante elevado» entre 2000 e 3000 metros, «elevado» entre 3000 e 4000 m e «muito elevado» para lá dos 4000 metros de desnível. Informações por vezes contraditórias foram encontradas nas diferentes fontes bibliográficas. Neste caso, aquelas que foram levadas em consideração foram as que parecem mais plausíveis a partir da observação empírica. Esta parte indica igualmente as crateras e pequenas crateras que são ostentadas no muro interior da formação. Descrição do fundo da cratera: O fundo da cratera é descrito ou como «plano» ou como «acidentado» - se a textura for irregular. Se a forma não for circular tal facto surge mencionado. Do mesmo modo, caso o conjunto do fundo da cratera tenha sido preenchido por um derrame de lava ulterior à sua formação, esta particularidade é mencionada. Esta parte indica igualmente as crateras e pequenas crateras ostentadas no fundo da formação maior. K.5.f) OBSERVAÇÃO
Interesse: Esta rubrica fornece uma indicação sobre o interesse de observação da formação considerada. Este interesse foi definido segundo o critério do autor da base de dados em função das características da formação, da sua facilidade de observação e de um certo interesse geológico pessoal. Podemos, certamente, discordar da opinião do autor. Esta informação é prestada a título meramente indicativo. As formações são categorizadas como: - Formação de interesse excepcional (nota 4) Melhor Observação / Lunação da noite :
Esta informação corresponde ao melhor dia em média da lunação para estudar em condições óptimas a formação aquando de uma observação efectuada à noite. Foi admitido que a observação útil das crateras do limbo da Lua não pode ser efectuada senão a partir do segundo dia depois da Lua Nova. Esta rubrica dá o dia de observação para uma libração nula. O seu cálculo foi baseado na longitude da formação. Em função da intensidade da libração, pode haver um dia de diferença para mais ou para menos. Melhor Observação / Lunação da manhã :
Esta informação corresponde ao melhor dia em média da lunação para estudar em condições óptimas a formação aquando de uma observação efectuada de manhã. Foi admitido que a observação útil das crateras do limbo da Lua não pode ser efectuada senão o mais tardar dois dias antes da Lua Nova. Esta rubrica fornece o dia de observação para uma libração nula. O seu cálculo foi baseado na longitude da formação. Em função da intensidade da libração, pode haver até um dia de diferença para mais ou para menos. Instrumento aconselhado : Este campo indica o instrumento com a menor abertura necessária para poder observar com conforto a formação no seu conjunto. A sua estimativa apoia-se na dimensão da formação e no poder separador prático (PSP) dos instrumentos, definido como o dobro do poder separador teórico. É suposto ser obtido usando uma amplificação equivalente ao diâmetro do instrumento em milímetros. Os dados são fornecidos para uma distância média à Lua de 384 400 km. Eles dependem de demasiados factores externos (precisão da óptica empregue, turbulência atmosférica, colimação do instrumento...) para poderem ser considerados como dados muito precisos, mas podem ser tomados a título de referência para guiar o observador nas suas escolhas. - Olho nu (PSP = 200 km) Longitude :
Este campo fornece a longitude selenográfica da formação dada com uma precisão até cerca do décimo de grau. Os dados são os fornecidos pela União Astronómica Internacional. A longitude é negativa a Oeste do meridiano central. Para as crateras, trata-se da longitude do centro da formação. Para as formações alongadas ou de forma irregular, trata-se do ponto interno o mais central possível. Latitude :
Este campo fornece a latitude selenográfica da formação dada com uma precisão até cerca do décimo de grau. Os dados são os fornecidos fornecidos pela União Astronómica Internacional. A latitude é negativa ao Sul do equador lunar. Para as crateras, trata-se da longitude do centro da formação. Para as formações alongadas ou de forma irregular, trata-se do ponto interno o mais central possível. Quadrante :
Esta informação foi incluída para facilitar a localização da formação no disco lunar. O sistema de localização é o adoptado pela União Astronómica Internacional desde 1988. Quando olhamos o disco lunar a olho nu, o Este está à direita e o Norte ao alto. O primeiro campo indica o quadrante lunar por referência às «Lunar Quadrant Charts» de Arthur & Agnieray, editadas pela Universidade do Arizona. Região:
Este campo dá conta da região lunar onde se insere a formação por referência a uma formação mais conhecida/fácil de identificar (mar ou grande cratera) ou à posição relativamente ao bordo da Lua, chamado «limbo», ou por relação ao centro do disco lunar.
Esta rubrica contém as páginas, cartas ou pranchas dos principais atlas lunares actualmente comercializados nos quais a formação está claramente indicada. Rükl : Em homenagem ao seu autor, pela sua contribuição para a popularização da observação da Lua junto dos astrónomos amadores, mencionámos o número da carta do «Atlas de la Lune» de Antonin Rükl na qual se encontra a formação. Viscardy :
Igualmente em homenagem a este autor, pela sua contribuição para a popularização em França da observação da Lua junto dos astrónomos amadores, mencionámos o número da página do «Atlas photographique de la Lune à haute résolution» de Georges Viscardy onde se apresenta a formação com um texto ou na qual uma foto mostra o local onde se situa. Para esta última obra, quando a formação não figura em pelo menos uma foto, não é fornecida indicação de página. Do mesmo modo, se a formação aparece em pelo menos uma foto, mas não é descrita no texto, é a página da melhor foto onde ela é visível que é fornecida. Hatfield : Tendo em conta a sua popularidade nos países anglo-saxónicos, mencionámos o número da carta do «Hatfield Lunar Photographic Atlas of the Moon» na versão reeditada por Jeremy Cook na qual se encontra a formação. Westfall : Mencionámos os números das pranchas do «Atlas of the lunar terminator» do professor John E. Westfall, o qual é o único atlas que apresenta a Lua levando em conta as librações nas quais se encontra a formação. Wood : Mencionámos os artigos do doutor Charles Wood sobre numerosas formações lunares surgidos na revista Sky and Telescope ou o número da formação na sua lista «Lunar 100», com a sua permissão. LOPAM : Em adição às fotografias directamente descarregáveis com o AVL, mencionámos os números das placas do «Lunar Orbiter Photographic Atlas of the Moon». Basta-lhe clicar nesta ligação para aceder, se estiver ligado à Internet, à página do sítio de Jeff Gillis do Lunar and Planetary Institute onde poderá admirar a prancha inteira do Atlas de onde foi extraída a imagem da formação. Ainda assim, se não tem uma ligação permanente à Internet, uma outra possibilidade se lhe abre. Modificando o ficheiro «lopamidx.txt» que se encontra na subpasta «Database» da pasta de instalação «Virtual Moon», com um editor de texto, pode modificar a configuração do programa e aceder directamente às pranchas do LOPAM que copiar para o seu disco rígido ou para um CD gravável. Neste ficheiro, basta-lhe indicar depois de «Local:URL=» o caminho para o local onde se encontram as pranchas por si guardadas, bem como o formato das imagens depois de «SUFFIX=». Local: URL=c:\Program files\Virtual Moon\pranchas lopam\ SUFFIX=.jpg permite aceder às pranchas LOPAM guardadas na subpasta «pranchas lopam» da pasta de instalação «Virtual Moon» em ficheiros no formato «.jpg». Outro exemplo: Local: URL=d:\ SUFFIX=.bmp permite ter acessos às pranchas LOPAM armazenadas na raiz de um CD-Rom gravável colocado no leitor do seu computador (referenciado como drive D:) na forma de ficheiros «.bmp». Nome real : Esta rubrica menciona o nome real da personagem que serviu para nomear a formação. Quando existe um apelido, ele é indicado entre parêntesis. Para as formações que não as crateras, o nome oficial está por vezes traduzido em português, sendo depois mencionado o nome real da personagem que serviu para nomear a formação. Ocupação :
Este campo indica, para as crateras, a ou as actividades efectivamente exercidas ou comumemmte atribuídas à personagem real ou mítica que serviu para dar o nome à formação. Eis a lista das «profissões» presentes na base de dados: - Adivinho
Nacionalidade: Este campo indica a nacionalidade geralmente atribuída à personagem que serviu para dar o nome à formação. Pode porventura não se tratar da sua real nacionalidade de origem. Do mesmo modo, podemos encontrar nacionalidades hoje desaparecidas. - alemão Local de nascimento :
Este campo indica o local de nascimento da personagem que serviu para dar nome à formação, quando ele pôde ser apurado. Caso contrário aparece um «?». É de notar que para as personagens imaginárias não foi fornecido o local de nascimento. Ano de nascimento :
Este campo indica o ano de nascimento da personagem que serviu para dar nome à formação, se este pode ser encontrado. Caso contrário surge um «?». É de notar que para as personagens imaginárias não foi fornecido o ano de nascimento. Local de falecimento:
Este campo indica o local de falecimento da personagem que serviu para dar nome à formação, se este pode ser encontrado. Caso contrário surge um «?». É de notar que para as personagens imaginárias não foi fornecido o local de falecimento,. Ano de falecimento :
Este campo indica o ano de falecimento da personagem que serviu para dar nome à formação, se este pode ser encontrado. Caso contrário surge um «?». É de notar que para as personagens imaginárias não foi fornecido o ano de falecimento. Factos marcantes :
Esta rubrica descreve os factos marcantes da vida da personagem que serviu para dar o nome à formação quando eles puderem ser apurados. Caso contrário surge um «?». Regra geral, encontramos as descobertas, invenções e trabalhos de relevo atribuídos à personagem bem como as distinções que obteve durante a sua vida (nomeações, prémios) com as datas associadas, quando estas puderem ser apuradas. Autor do nome: O campo indica quando esta é conhecida ou presumida, o nome da personagem ou do organismo que deu o nome à formação assim como o ano do «baptismo», i.e, da atribuição do nome. Neste parágrafo, UAI significa «União Astronómica Internacional.» Deparamo-nos principalmente com três origens: - Hévélius mas também outros estudiosos da selenografia como Schröter, Schmidt... Quando a origem não pode ser encontrada, o campo mostra (??). Certas origens incertas são ainda indicadas com um ?. Nome dado por Langrenus :
O campo indica o nome dado por Michel Florent Van Langren na sua carta da Lua de 1644. Quando a formação não recebeu nome ou não figurou na carta é indicada como «Não nomeada». Nome dado por Hevelius : O campo indica o nome dado por Johannes Hevelius na sua carta da Lua de 1647. Quando a formação não recebeu nome ou não figurou na carta é indicada como «Não nomeada». Nome dado por Riccioli : Este campo indica o nome dado por Riccioli em 1651 na carta da lua desenhada por Francesco Grimaldi. Quando a formação não recebeu nome ou não figurou na carta é indicada como «Não nomeada». L - O SEPARADOR «EFEMÉRIDES»
Clicando no separador «Efemérides», a janela no quadro à direita mostra dados sobre a posição da Lua no céu e na sua órbita. Esta posição pode ser regulada introduzindo alguns parâmetros. L.1) INTRODUÇÃO DA DATA E HORA A data e a hora de observação podem ser ajustadas graças às casas superiores, seja clicando e depois introduzindo directamente os valores, seja clicando nos botões com as setas de incremento (cima) ou diminuição (baixo). O botão «Agora» permite mostrar directamente a Lua tal como ela está no momento de utilização do programa. A data e a hora são aquelas indicadas pelo sistema operativo do seu computador. Verifique se a data do sistema está certa. Este botão releva-se prático quando utilizamos o programa no campo, à ocular. L.2) BOTÕES «VÍDEO»
Os botões «Vídeo» servem para animação e constituem um meio poderoso de previsão do aspecto real da Lua. Eles são sobretudo úteis na opção «Exibição OpenGL» em 3D com as casas «Fase» e «Libração» activadas. O botão «Agora» permite representar a Lua tal como ela se apresenta à hora presente do seu computador com a fase e a libração. O botão «Calcular» permite representar a Lua tal como ela se apresenta à hora seleccionada segundo o método do parágrafo precedente. Os botões «<<» e «>>» permitem recuar ou avançar na data em incrementos de um dia enquanto os botões < e > adicionam ou subtraem uma hora. Estes botões permitem assim ver a evolução da fase e da libração ao longo do tempo e permitem prever os melhores períodos de observação das formações situadas na zona das librações. É possível visualizar de forma contínua a progressão das fases e das librações como num vídeo, mantendo premidos os botões «<<» ou «>>»
Trata-se de uma ferramenta destinada a ajudá-lo a preparar as suas sessões de observação. Esta parte do quadro mostra-lhe um calendário com as quatro fases lunares mais próximas. Porém, com as setas brancas você pode navegar na lista e descobrir as datas de fases futuras ou passadas. L.4) A JANELA «EFEMÉRIDES»
A janela do quadro da direita indica os dados sobre a posição da Lua. As informações seguintes são ainda mostradas, excepto se seleccionou a casa «Posição geocêntrica» no separador «Geral» do menu «Configuração»:
M - O SEPARADOR «TERMINADOR»:
Esta opção permite-lhe listar na janela da direita as formações visíveis ao longo do terminador para a hora e a data escolhidas no separador «Efemérides». Adicionalmente, permite-lhe filtrar e ordenar as formações segundo determinados critérios. M.1) LISTA EXTENSÍVEL «INTERESSE» :
Pode escolher na lista extensível «Interesse» um filtro para aplicar de modo a limitar a sua escolha. Pode optar por: Um segundo filtro permite-lhe listar apenas as formações visíveis no instrumento com uma abertura (ver «Instrumentos úteis») que pode escolher na lista. «999 mm» corresponde ao diâmetro máximo (não ao filtro aplicado). Poderá dar-se conta de que a maioria das formações já são observáveis num instrumento de 100 mm de diâmetro. Estas casas seleccionáveis permitem-lhe escolher o modo de ordenamento da lista das formações obtidas : - Nome :
Activando esta casa, as formações serão ordenadas pela ordem alfabética do nome oficial. - Latitude : Activando esta casa, as formações serão ordenadas por latitude decrescente, do Norte do terminador para o Sul. - Interesse : Activando esta casa, as formações serão ordenadas pelo seu interesse. - Instrumento : Activando esta casa, as formações serão classificadas em função do instrumento necessário para as poder observar.
É neste separador que vai poder registar todas as suas notas durante ou após a observação à ocular da formação respectiva. Cada formação tem assim a sua «folha de notas» que espera a introdução dos seus comentários. Estes serão armazenados numa base especial e pessoal. O botão «Actualizar» permite-lhe gravar as informações que acaba de introduzir na base. Não se esqueça de o premir senão os seus novos comentários serão perdidos.
O - O SEPARADOR «FERRAMENTAS»: É neste separador que pode escolher a orientação da carta e dispor de uma ferramenta para medir as distâncias.
O.1) BOTÃO «Modo normal / Medir a distância» :
Este botão altera o modo de acção do cursor sobre a carta. É um botão «basculante»; i.e., com dois estados de elevação. O seu título muda para lhe permitir alternar entre eles (mediante um clique). «Modo normal» Em modo normal, o cursor toma a forma de um retículo redondo e serve para indicar as formações a seleccionar. «Medir a distância»
Em modo «Medir a distância», o cursor altera a forma do retículo e serve de utensílio para medir as distâncias entre formações lunares ou para medir as dimensões de uma formação escolhida. Coloque o cursor sobre o ponto inicial da distância que quer medir. Dê um clique com o botão esquerdo e mantenha-o premido. Desloque o rato. Uma linha colorida com origem no primeiro ponto surge. Resta-lhe deslocar essa linha usando o rato até ao segundo ponto, cuja distância ao primeiro quer medir. Chegado lá, solte o botão esquerdo. A linha permanece visível.
Ao alto da janela «Ferramentas», duas casas indicam-lhe a extensão da linha traçada em km e em minutos de arco respectivamente. É levada em conta a forma esférica da superfície. Assim, por exemplo, no bordo do limbo, duas linhas perpendiculares da mesma largura aparente não têm a mesma dimensão. O.2) ROTAÇÃO DO DISCO
Pode fazer girar a carta, orientando-a de tal modo que ela fique rigorosamente idêntica à visão obtida na ocular de um telescópio reflector do tipo newtoniano.
Leg.: Carta orientada com o pólo Norte em baixo. Clicando nas casas «Este» ou «Oeste» rota o globo lunar ligeiramente na direcção escolhida. Os cliques são incrementais.
O.3) IMAGEM «Espelho» (Excepto no modo «Globo inteiro») Assinalando casa «Espelho», a imagem da Lua será mostrada tal como a poderia observar num espelho. Corresponde à visão que obterá ao observar a Lua num instrumento óptico munido de um elemento inversor , tal como uma luneta astronómica, um telescópio de Cassegrain, de Schmidt-Cassegrain, Maksutov etc...
Leg.: Carta orientada com o pólo Norte ao alto e o Este à esquerda.
Este quadro permite-lhe controlar a sua montagem IrPara (GoTo).
Se possui uma montagem computorizada compatível nomeadamente com o protocolo ASCOM, o Atlas Virtual da Lua irá posicioná-lo directamente sobre as formações da Lua pesquisadas. Escolha o protocolo que pretende usar na lista extensível, presente no canto superior esquerdo do quadro. O protocolo ASCOM é aconselhado na medida em que permite um acesso simultâneo pelo Atlas Virtual da Lua e por um programa tipo planetário (desde que estes não transmitam ordens contraditórias). Deve obter e instalar a última versão dos drivers ASCOM a partir da página seguinte: É necessário começar por iniciar o telescópio como habitualmente. Ligue a sua montagem ao computador. Inicie o seu computador e a versão «Expert» ou «Basic». Posteriormente utilize o controlo fornecido com o telescópio ou um programa tipo planetário para apontar à Lua. Clique no botão «Mostrar Menu» e inicie a ligação. Comece por centrar na ocular uma formação cujo reconhecimento seja para si fácil, seleccionado-a de seguida na carta.
Clique no botão «Sincron. selecção» para sincronizar as coordenadas do telescópio com a posição da carta. É igualmente possível
executar esta operação numa estrela próxima da Lua com um programa tipo planetário. Seleccione de seguida, clicando na casa respectiva, a opção «Seguir a posição» para que a carta mostre sempre a posição do telescópio. Se o seu telescópio for capaz de executar um seguimento automático, pode agora clicar sobre qualquer formação da carta, ou escolhê-la com a função «Busca», do separador «Informação», clicando depois no botão «IrPara selecção».
Este quadro, apenas disponível na versão «Expert», com o modo «Globo inteiro» activo, permite-lhe simular a visão obtida a partir de um veículo espacial em órbita em torno da Lua. Escolha a velocidade de rotação na lista extensível. Os botões «<» e «>» permitem-lhe escolher o sentido de rotação. O botão « ||» permite-lhe parar a rotação. Os botões «Visão Este», «Centro» e «Visão Oeste» permitem-lhe posicionar-se no Equador em face dos limbos Este ou Oeste ou do Centro do disco lunar. A exibição dos nomes das formações apenas ocorre quando a rotação é parada.
Leg : Simulação do nascimento de Copernicus.
P - O SEPARADOR «AJUSTES»: É neste separador que vai poder afinar os parâmetros específicos da representação 3D.
P.1) CURSOR (Iluminação) «PENUMBRA» :
Este cursor fixa o grau de transparência da parte nocturna do globo lunar quando a casa «Mostrar a fase» está activa no separador «Exibição» do menu «Configuração». É aconselhado escolher um valor intermédio capaz de dar a impressão de «Luz cinza» na visualização da fase global. Colocando o cursor totalmente à esquerda, a parte nocturna torna-se completamente escura. Em contrapartida, se deseja usar o programa como atlas, é aconselhado quer desactivar a casa «Fase», quer colocar este cursor todo à direita de modo a assegurar uma transparência máxima. Nota importante: se está a usar a versão «Light» esta é a única opção disponível neste separador. Nessa versão encontra ainda disponível a casa «sombra tracejada» que permite representar a zona de sombra usando um tracejado.
Este cursor serve para regular o aspecto geral da carta. P.3) CURSOR (Iluminação) «ESPECULAR» :
Este cursor serve para gerir a largura da zona de transição entre a parte iluminada e a parte nocturna. Completamente à esquerda, esta largura é mínima. À direita, a transição é máxima, mas pouco realista. É-lhe aconselhado adoptar um valor intermédio. Atenção, o programa utiliza uma textura 2D da superfície da Lua aplicada com OpenGL sobre uma esfera 3D, ele não gera a forma particularizada de cada uma das sombras das formações sob o terminador. P.4) CURSOR «SUAVIDADE» : Este cursor serve para gerir a precisão da esfera 3D sobre a qual é aplicada a textura da superfície. Colocado totalmente à esquerda, não se trata de facto mesmo de uma esfera mas de um poliedro de pequenas faces. Deslocando o cursor para a direita aumenta o número de faces, mas a exigência de recursos a nível do hardware do seu computador cresce igualmente. Em qualquer caso, abstraindo a necessidade de conciliação com as capacidades do computador, como princípio geral, é preferível uma resolução o mais esférica possível na medida em que isso influencia (ligeiramente) a precisão da forma como as formações são mostradas e indicadas na carta 3D.
Este botão mostra uma janela que fornece informações sobre a sua placa gráfica. Utilize-o para saber quais opções são suportadas, usando a informação para poder controlar o funcionamento correctamente. Nalguns casos, a performance da placa gráfica pode melhorar consideravelmente consoante o driver usado. Utilizadores avançados podem, eventualmente, por sua conta e risco, tentar usar drivers alternativos, quando estes estejam disponíveis (procure na WWW). Os drivers controladores das placas gráficas constituem um componente independente do «Atlas Virtual da Lua», directamente dependente do sistema operativo e do suporte do fabricante. P.6) OPÇÕES PARA A PRÓXIMA EXECUÇÃO : Como subentendido, o efeito produzido pela alteração de uma destas opções não será levado em conta imediatamente mas apenas a partir da próxima execução do programa (i.e., para ver o resultado terá de terminar a execução do programa e voltar a iniciá-lo). «Usar cache duplo» É normalmente necessário deixar esta opção assinalada para evitar intermitências na imagem. Desactivá-la pode levar a melhorias de performance nalguns modelos de placas gráficas. «Usar cache stencil» Experimente activar esta opção no caso de constatar a ondulação de certas partes da imagem. Pode melhorar a performance com alguns modelos de placas gráficas mas também pode degradá-la fortemente com outros. «Textura da zona de libração» Esta opção está normalmente assinalada a fim de desenhar as formações das zonas de libração (longitude > 90 °). Pode colocá-la em estado inactivo de modo a utilizar menos memória gráfica. Isto permite melhorar consideravelmente as performances com certas cartas gráficas com entre 16 e 32 MB de memória. Outras opções ligadas às prestações do programa estão disponíveis no menu «Configuração», nos separadores «Exibição» e «Texturas». Q.1) INDICAÇÃO DAS COORDENADAS : A latitude e a longitude do ponto sobre o qual se encontra o centro do cursor do rato são indicadas na barra de estado à esquerda. Atenção, não as confunda com as coordenadas do seu local de observação! Q.2) EXIBIÇÃO DA DATA E DA HORA : A data e a hora correspondentes à carta exibida estão inscritas na barra de estado, ao centro. Atenção, não as confunda com a hora do seu sistema! Q.3) EXIBIÇÃO DO CAMPO DE VISÃO : A extensão do campo real visualizado na janela «Carta» é indicada em minutos de arco, à direita.
- FIM DO MANUAL - |
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