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Atlas Virtual da LuaGuia rápido de utilização da versão 2.1 |
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Os exemplos que se seguem demonstrar-lhe-ão como bem utilizar o «Atlas Virtual da Lua» e fornecer-lhe-ão todas as indicações para configurar o programa : 01 - Configurar de forma óptima o «Atlas Virtual da Lua» 02 - Ver a Lua numa data e hora dadas de modo a preparar uma observação 03 - Encontrar uma formação lunar desconhecida da qual acaba de se dar conta 04 - Encontrar uma formação lunar desconhecida com uma montagem computorizada 05 - Estudar uma formação conhecida e inteirar-se das possibilidades da sua observação 06 - Procurar uma formação da zona de libração e a próxima data para a sua observação 07 - Ver uma formação no seu contexto geológico 08 - Gerar documentação utilizável no terreno 09 - Estudar a face oculta da Lua 10 - Sonhar um pouco... 01 - Configurar de forma óptima o «Atlas Virtual da Lua»
Uma boa configuração do Atlas Virtual da Lua é necessária para tirar o melhor partido das suas possibilidades. Os autores desejaram que o programa fosse utilizável pelo maior número possível de pessoas independentemente de - e não obstante - os recursos a nível do computador que ele requer. É por isso que é necessário efectuar determinados ajustes. Os possuidores de computadores mais potentes/recentes terão acesso a todas as funções. Quanto mais rápidos forem o processador e a quantidade de memória da placa gráfica melhor será a resolução da cartas e mais rápida a velocidade de execução dos cálculos. De seguida apresentam-se alguns cenários prováveis. Escolha a versão recomendada do programa em função do cenário que se aplica ao seu caso.
01.1) O seu computador possui uma placa gráfica que não suporta OpenGL (Versão "Light") O seu computador possui um processador com uma velocidade de relógio de menos de 300 MHZ, ou então a sua placa gráfica possui menos de 16 MB de memória vídeo - ou, ainda, tendo-a, não suporta no entanto a tecnologia de aceleração OpenGL? Infelizmente, arrisca-se a não poder utilizar a representação 3D (tridimensional). Deve, neste caso, optar por usar a versão «Light.» Utilizará apenas o modo de representação 2D (bidimensional) com uma representação das fases que lhe dará nomeadamente acesso à carta geológica da Lua incluída nesta versão. Uma vez lançado o programa, clique no menu «Configuração.» Clique no separador «Geral». Para facilitar os cálculos, aconselhamos-lhe a utilização da opção «Posição geocêntrica» que é menos exigente para com os computadores de menores recursos, uma vez que as coordenadas do seu local de observação não são tidas em conta na representação. Escolha de seguida o idioma empregue pelo programa. O inglês e o francês estão incluídos no ficheiro base de instalação e incluem os menus do programa e a base de dados. No caso das outras línguas é necessário descarregar separadamente o ficheiro de instalação da tradução respectiva. Trata-se, na maior parte dos casos, apenas da tradução dos menus. As bases de dados foram também traduzidas, mas apenas nalgumas línguas (entre as quais o Português). Clique de seguida no separador «Exibição». Pode seleccionar as opções «Mostrar a fase» e «Carta geológica» de acordo com a sua vontade. Teste seguidamente a resolução das texturas começando por «Um Quarto». Como notará, a textura «Um Quarto» é bastante grosseira e torna-se difícil de perceber à medida que se faz zoom. Ela corresponde mais ou menos à resolução que se obteria com um binóculo. A definição «Inteira» mostra aquilo que poderíamos ver num instrumento óptico de cerca de 60 mm (2,5"). Uma vez escolhida a definição das texturas, pode também aplicar a cor que desejar para o ponto que marca a formação seleccionada, o nome da formação respectiva e os nomes das outras formações principais na vizinhança. Pode ainda optar por as etiquetas com os nomes serem ou não mostradas, assinalando ou desassinalando as opções «Mostrar etiquetas» e «Mostrar marca». Seleccionando a opção «Mostrar o ponto de máxima libração» um ponto bem visível será representado em torno do disco lunar para lhe indicar, quando estiver em modo de representação 2D, o local onde a libração será máxima para a data e a hora que escolherá de seguida. O cursor «Tamanho da etiqueta» permite-lhe aumentar ou diminuir o tamanho das letras dos nomes das formações sobre a carta. O cursor «Densidade das etiquetas» permite-lhe aumentar ou reduzir a quantidade de nomes de formações mostrados simultaneamente sobre a carta. Clique agora no separador «Imagens» . Pode escolher o número de janelas de imagens mostradas simultaneamente com a opção disponível ao cimo. Por baixo, encontrará a lista das pastas de imagens. A fototeca descarregável permite-lhe ter várias pastas, uma para as imagens do LOPAM, outra para as missões Apollo, uma para as da missão Clementine, uma para as imagens das outras sondas. Pode ainda manter uma pasta com as suas próprias imagens bem como tantas outras fontes quantas as que desejar. Clique no separador «Oculares». Introduza a lista das oculares que possui. Preencha a coluna «Campo em minutos (de arco)» usando como auxílio a calculadora acima, onde pode introduzir os diversos parâmetros para calcular o seu valor preciso. Recomendamos-lhe que ordene as suas oculares por ordem crescente de amplificação. Clicando uma ou mais vezes nas colunas da direita pode activar (Verde) ou desactivar (Vermelho) as funções de inversão «esquerda-direita» (<->) e de inversão «alto-baixo» (N/S). Deste modo, se possui um telescópio reflector do tipo newtoniano ou um refractor tipo luneta pode pré-programar a visão precisa que cada um destes instrumentos lhe dará. Clique seguidamente no separador «Impressão». Comece por definir a margem dos documentos a imprimir. Aconselhamos-lhe 10 mm para poder fazer aparecer tudo na mesma página. A barra de deslocação «largura do texto da descrição» deixa-o escolher a dimensão dos caracteres de impressão das informações da base de dados. Aconselhamos-lhe que faça testes de modo a encontrar a configuração mais adequada à sua impressora. Assinale de seguida as casas dos documentos/informações que deseja imprimir. Os três elementos podem ser impressos na mesma página se escolher uma dimensão de caracteres suficientemente pequena. Enfim, aconselhamos-lhe que seleccione a opção «Fundo branco» de modo a limitar o consumo de tinta aquando da impressão das cartas. Clique agora no separador «Ajustes» à direita. Faça deslizar o cursor «Penumbra» e escolha o grau de transparência desta que mais lhe agrada. Pode substituir o obscurecimento da zona na sombra por um simples tracejado seleccionando a opção «Sombra tracejada» Clique no separador «Ferramentas», à direita. Seleccione a opção «Sul» no quadro «Orientação predefinida» se costuma utilizar um telescópio do tipo newtoniano para que o desenho da carta seja orientado de acordo com o que se pode observar neste tipo de telescópio. Ou senão seleccione apenas a casa «Espelho» caso utilize um telescópio tipo luneta, Maksutov ou Schmidt-Cassegrain. Se nenhuma destas opções for escolhida a Lua será desenhada tal como é visível ao olho nu ou utilizando um binóculo. Por fim, valide as suas opções de configuração clicando no botão «OK». No caso de algumas opções, para proceder à respectiva activação, será necessário fechar o programa e voltar a executá-lo. Pode agora usufruir no seu computador das principais funcionalidades do Altas Virtual da Lua, versão «Light».
01.2) O seu computador possui uma placa gráfica que suporta OpenGL (Versões «Basic» e «Expert») O seu computador possui um processador com uma velocidade de mais de 300 Mhz, a sua placa gráfica está dotada de 16 MB ou mais de memória e suporta a tecnologia de aceleração gráfica OpenGL? Então pode usar a representação 3D e ter acesso aos cálculos das librações e à possibilidade de rotação do disco lunar utilizando a versão «Basic» - e ainda à visualização da face oculta da Lua se escolher a versão «Expert». Ainda assim, continua a ser necessário configurar os parâmetros de execução do programa de forma óptima tendo em conta os apreciáveis recursos da «máquina» que estes modos de representação requerem. Uma vez iniciado o programa, clique no menu «Configuração». Clique no separador «Geral». Tendo em conta a capacidade do seu computador, pode escolher entrar as coordenadas do seu local de observação, o que implicará o cálculo da libração diária. Escolha de seguida o idioma empregue pelo programa. O inglês e o francês estão incluídos no ficheiro base de instalação e incluem os menus do programa e a base de dados. No caso das outras línguas é necessário descarregar separadamente o ficheiro de instalação da tradução respectiva. Trata-se, na maior parte dos casos, apenas da tradução dos menus. As bases de dados foram também traduzidas, mas apenas nalgumas línguas (entre as quais o Português). Clique de seguida no separador «Exibição». Teste a resolução das texturas começando por «Um Quarto». Como notará, a textura «Um Quarto» é bastante grosseira e torna-se difícil de perceber à medida que se faça zoom. Ela corresponde mais ou menos à resolução que se obteria com um binóculo. A definição «Inteira» mostra aquilo que poderíamos ver num instrumento óptico de cerca de 100 mm (4"). Uma vez escolhida a definição das texturas, pode também aplicar a cor que desejar para o ponto que marca a formação seleccionada, o nome da formação respectiva e os nomes das outras formações principais na vizinhança. Pode ainda optar por que estas etiquetas com os nomes sejam ou não mostradas assinalando ou desassinalando as opções «Mostrar etiqueta» e «Mostrar marca». Seleccionando a opção «Mostrar o ponto de máxima libração» uma seta bem visível será representada em torno do disco lunar para lhe indicar o local onde a libração será máxima para o data e a hora que escolherá de seguida. Notará com o uso que o tamanho desta seta é proporcional à intensidade da libração. A barra de deslocação «Tamanho da etiqueta» permite-lhe aumentar ou diminuir o tamanho das letras dos nomes das formações sobre a carta. A barra de deslocação «Densidade das etiquetas» permite-lhe aumentar ou reduzir a quantidade de nomes de formações mostrados simultaneamente sobre a carta. Clique agora no separador «Imagens» . Pode escolher o número de janelas de imagens representadas simultaneamente com a opção disponível ao cimo. Por baixo, encontrará a lista das pastas de imagens. A fototeca descarregável permite-lhe ter várias pastas, uma para as imagens do LOPAM, outra para as imagens das missões Apollo, uma para as da missão Clementine, uma para as imagens das outras sondas. Pode ainda manter uma pasta com as suas próprias imagens bem como tantas outras fontes quantas as que desejar. Clique no separador «Oculares». Introduza a lista das oculares que possui. Preencha a coluna «Campo em minutos (de arco)» usando como auxílio a calculadora ao cimo, onde pode introduzir os diversos parâmetros para calcular o seu valor preciso. Recomendamos-lhe que ordene as suas oculares por ordem crescente de amplificação. Clicando uma ou mais vezes nas colunas da direita pode activar (Verde) ou desactivar (Vermelho) as funções de inversão «esquerda-direita» (<->) e de inversão «alto-baixo» (N/S). Deste modo, se possui um telescópio reflector do tipo newtoniano ou um refractor tipo luneta pode pré-programar a visão precisa que cada um destes instrumentos lhe dará. Clique seguidamente no separador «Impressão». Comece por definir a margem dos documentos a imprimir. Aconselhamos-lhe 10 mm para poder fazer aparecer tudo na mesma página. A barra de deslocação «largura do texto da descrição» deixa-o escolher a dimensão dos caracteres de impressão das informações da base de dados. Aconselhamos-lhe que faça testes de modo a encontrar a configuração mais adequada à sua impressora. Assinale de seguida as casas dos documentos/informações que deseja imprimir. Os três documentos podem ser impressos na mesma página se escolher um tamanho de caracteres suficientemente pequeno. Enfim, aconselhamos-lhe que seleccione a opção «Fundo branco» de modo a limitar o consumo de tinta aquando da impressão das cartas. Clique agora no separador «Ajustes» à direita. Faça deslizar a barra de deslocação «Penumbra» e escolha o grau de transparência desta que mais lhe agrada. Pode substituir o obscurecimento da zona na sombra por um simples tracejado seleccionando a opção «Sombra tracejada» Clique no separador «Ferramentas» à direita. Seleccione a opção «Sul» no quadro «Orientação predefinida» se costuma utilizar um telescópio do tipo newtoniano para que o desenho da carta seja orientado de acordo com o que se pode observar neste tipo de telescópio. Ou senão seleccione apenas a casa «Espelho» caso utilize um telescópio tipo luneta, Maksutov ou Schmidt-Cassegrain. Se nenhuma destas opções for escolhida a Lua será desenhada tal como é visível ao olho nu ou utilizando um binóculo. Por fim, valide as suas opções de configuração clicando no botão «OK». No caso de algumas opções, para proceder à respectiva activação, será necessário fechar o programa e voltar a executá-lo. Após a configuração, uma vez lançado, o programa aparece com a carta 3D. Observe o comportamento quando faz zoom e desloca a carta. É errático, com soluços? Se sim, é preciso afinar os parâmetros de execução. Clique então no separador «Ajustes», à direita. Este inclui um utensílio importante para a configuração final. Em baixo pode ver um contador que indica as imagens por segundos («fps», do inglês frames per second). Quanto maior for este número melhor e mais fluida é a representação. Faça deslizar o cursor «Penumbra» e escolha o grau de transparência que mais lhe agrada. Saiba, no entanto, que a representação é um pouco mais rápida quando a parte obscurecida é mostrada completamente negra. Faça deslizar o cursor «Difusa» para a esquerda. Ele controla a qualidade geral da carta. Faça deslizar o cursor «Especular» para a esquerda. Ele controla a extensão do fluxo luminoso ao nível do terminador. A representação ganha em rapidez se ele estiver posicionado à esquerda. Mas o parâmetro ajustável que mais condiciona a fluidez da representação é o controlado pelo cursor «Suavidade». Esta opção controla a precisão da esfera tridimensional sobre a qual é aplicada a textura da superfície. Colocado o cursor totalmente à esquerda, não chega a ser mesmo uma esfera mas um poliedro de pequenas faces. Deslocando o cursor para a direita, aumenta o número destas faces, mas a representação torna-se também progressivamente mais e mais «gulosa» no que toca aos recursos materiais do PC mobilizados. Não obstante, é preferível, quando o computador o suporte bem, optar por uma resolução esférica mais elevada na medida em que isso influi sobre a precisão da indicação das formações na carta 3D. Alterne, combinando-os, os parâmetros anteriores até obter um compromisso aceitável entre definição e fluidez. É desaconselhado descer abaixo de uma taxa de refrescamento de 4 fps. Se está bem familiarizado com o OpenGL, pode clicar no botão dedicado para ter acesso a informações complementares sobre o modo de representação em uso. Clique no separador «Ferramentas» à direita. Seleccione a opção «Sul» no quadro «Orientação predefinida» se costuma utilizar um telescópio do tipo newtoniano para que o desenho da carta seja orientado de acordo com o que se pode observar neste tipo de telescópio. Ou senão seleccione apenas a casa «Espelho» caso utilize um telescópio refractor tipo luneta, Maksutov ou Schmidt-Cassegrain. Se nenhuma destas opções for escolhida a Lua será desenhada tal como é visível ao olho nu ou utilizando um binóculo. Uma vez efectuados estes ajustes na configuração, pode utilizar o Atlas Virtual da Lua nas versões «Basic» ou «Expert» com a toda a eficácia possível.
02 - Ver a Lua a uma hora e uma hora dadas de modo a preparar uma observação Deseja conhecer o aspecto da Lua para um dia próximo a fim de preparar uma observação? Isto pode acontecer por nomeadamente duas ordens de razões: - Desejar fazer uma observação do «Céu Profundo» sendo a presença da Lua sobejamente indesejada. - Desejar observar a Lua e nomeadamente conhecer as formações que se encontram sob o terminador. Duas hipóteses se levantam perante este cenário:
02.1) O seu computador possui uma placa gráfica que não suporta OpenGL (Versão «Light») Uma vez iniciada a execução do programa e respectiva janela, clique no separador «Efemérides» - Se se trata de uma observação imediata, clique no botão «Agora» e o programa sincronizar-se-á com a data e hora usadas pelo seu sistema operativo. - Se se trata de uma observação futura, ajuste a data e hora nas casas superiores e clique no botão «Calcular». Na versão «Light» com a representação 2D, a fase aparece sombreada e pode saber quais serão as formações observáveis. Note que, na parte inferior da janela, à direita, as efemérides indicam-lhe os seguintes dados do seu interesse, se a casa «Posição geocêntrica» no separador «Geral» do menu «Configuração» NÃO estiver seleccionada.
De seguida clique no separador «Terminador» Na janela inferior direita tem acesso à lista das formações situadas na linha do terminador. Pode limitar esta lista de formações de acordo com o seu interesse de observação através da lista extensível disponível em cima. Pode igualmente reduzir esta lista às formações facilmente observáveis no seu instrumento escolhendo a abertura daquele que dele se aproxima mais na lista extensível «Instrumento.» Pode ainda filtrar a lista combinando os dois parâmetros. Subsequentemente, pode ordenar a lista adaptada às suas necessidades de acordo, alternativamente, com o nome, o instrumento, o interesse ou a latitude da formação, seleccionando a casa correspondente. Clique agora na primeira formação da lista e verá ser mostrada a sua posição sobre o disco lunar. Descendo de seguida na lista com as teclas de direcção («setas») do seu teclado, pode assim situar a posição das outras formações, ter uma boa ideia do terminador e preparar a sua sessão de observação, se for o caso.
02.2) O seu computador possui uma placa gráfica que suporta OpenGL (Versões «Basic» e «Expert») Na altura do início da execução do programa, a janela «carta» mostra um verdadeiro globo lunar 3D. Se ainda não o fez, vá ao menu «configuração -> exibição» e active as casas «Mostrar a Fase» e «Mostrar a Libração». Valide a sua escolha clicando no botão «OK». Uma vez o programa lançado, clique no separador «Efemérides.» - Se se trata de uma observação imediata, clique no botão «Agora» e o programa sincronizar-se-á com o tempo usado pelo seu sistema operativo. - Se se trata de uma observação futura, ajuste a data e hora nas casas superiores e clique no botão «Calcular». O globo lunar mostra agora a fase e a libração para a data e a hora que escolheu. Clicando no separador «Efemérides» terá acesso a todos os valores necessários. De seguida clique no separador «Terminador» Na janela inferior direita tem acesso à lista das formações situadas na linha do terminador. Pode limitar esta lista de formações de acordo com o seu interesse de observação escolhendo na lista de extensível disponível em cima. Pode igualmente reduzir esta lista às formações facilmente observáveis no seu instrumento escolhendo a abertura daquele que dele se aproxima mais na lista extensível «Instrumento.» Pode ainda filtrar a lista combinando os dois parâmetros. Subsequentemente, pode ordenar a lista adaptada às suas necessidades de acordo, alternativamente, com o nome, o instrumento, o interesse ou a latitude da formação, seleccionando a casa correspondente. Clique agora na primeira formação da lista e verá ser mostrada a sua posição sobre o disco lunar. Descendo de seguida na lista com as teclas de direcção («setas») do seu teclado pode situar a posição das outras formações, ter uma boa ideia do terminador e preparar a sua sessão de observação, se for o caso. 03 - Encontrar
uma formação lunar desconhecida da qual acaba de se dar
conta (Todas as versões) Acaba de descobrir numa revista ou numa obra sobre a Lua a existência de uma formação lunar interessante cuja existência ignorava? O Atlas Virtual da Lua vai indicar-lhe a sua posição. Execute o programa. Escolhemos, para o nosso exemplo, a formação «Mons Rümker» como a novidade para a qual a fonte de informação acaba de lhe chamar a atenção. Clique no separador «Informação.» Na zona inicial da lista extensível superior (imediatamente antes da seta abaixo), clique e digite em maiúsculas, sem acento, nem trema: MONS RUMKER De seguida clique no botão «Busca». Nos segundos que se seguem, verá ser indicada a posição do Mons Rümker no Noroeste do disco lunar 2D ou do globo lunar 3D. Note que esta função de pesquisa é extremamente capaz pois pode utilizar o indicador de pesquisa booleana: *. Deste modo, por ex., se digitar: MONS* poderá ver a posição de todas as formações cujo nome oficial contem «MONS.» Basta clicar no botão «Seguinte» para as ver mostradas uma a uma. 04 -
Encontrar uma formação lunar desconhecida de que acaba de tomar conhecimento usando uma montagem computorizada
(versões Basic ou Expert com uma montagem «GoTo» acopulada) Acaba de se dar conta numa revista ou numa obra sobre a Lua da existência de uma formação lunar interessante que anteriormente desconhecia? Se possuir uma montagem computorizada compatível nomeadamente com o protocolo ASCOM, o Atlas Virtual da Lua irá posicioná-lo directamente sobre as formações da Lua pesquisadas. Escolha o protocolo que pretende usar na lista extensível, presente no canto superior esquerdo do quadro «Telescópio» (incluso no separador «Ferramentas»). O protocolo ASCOM é aconselhado na medida em que permite um acesso simultâneo pelo Atlas Virtual da Lua e por um programa tipo planetário (desde que estes não transmitam ordens contraditórias). Deve obter e instalar a última versão dos drivers ASCOM a partir da página seguinte: É necessário começar por iniciar o telescópio como habitualmente. Ligue a sua montagem ao computador. Inicie o seu computador e a versão «Expert» ou «Basic». Posteriormente utilize o controlo fornecido com o telescópio ou um programa tipo planetário para apontar à Lua. Clique no botão «Mostrar Menu» e inicie a ligação. Comece por centrar na ocular uma formação cujo reconhecimento seja para si fácil, seleccionado-a de seguida na carta. Clique no botão «Sincron. selecção» para sincronizar as coordenadas do telescópio com a posição da carta. É igualmente possível executar esta operação numa estrela próxima da Lua com um programa tipo planetário. Seleccione de seguida, clicando na casa respectiva, a opção «Seguir a posição» para que a carta mostre sempre a posição do telescópio. Se o seu telescópio for capaz de executar um seguimento automático, pode agora clicar sobre qualquer formação da carta, ou escolhê-la com a função «Busca», do separador «Informação», clicando depois no botão «IrPara selecção». 05 - Estudar uma formação conhecida e inteirar-se das possibilidades da sua observação (Todas as versões) Deseja observar uma formação que por alguma razão lhe merece um interesse particular ou a sua atenção acaba de ser para ela desperta numa obra sobre a Lua ou numa revista? O Atlas Virtual da Lua vai-lhe fornecer a indicação de todas as informações que possui sobre essa matéria e sobre quando pode observar melhor a formação. Inicie o programa. Escolhemos para o nosso exemplo «Alphonsus», uma cratera bem conhecida para a qual a sua fonte de informação hipotética acaba de lhe despertar um interesse particular. Como já conhece bem Alphonsus, arrasta o cursor zoom (margem superior do programa) para o meio (alternativamente use o menu: clique direito -> zoom -> nível de zoom pretendido). Pode também utilizar a roda do seu rato, se ele possuir uma. A carta 2D ou 3D da Lua amplia-se em conformidade. Clique na carta da Lua com o botão esquerdo do rato e - mantendo o botão premido - desloque o rato de forma a mover simultaneamente a carta até centrar Alphonsus. Ela está agora visível e você clica no seu centro. O seu nome é mostrado na carta, confirmando-lhe que não se enganou na cratera. Senão, basta-lhe fazer uma pesquisa conforme descrito no exemplo anterior, de modo a encontrá-lo facilmente. Uma vez identificada Alphonsus, a carta mostra-lhe que se trata de uma cratera bastante jovem com um pico central e as naturais paredes. Pode ter acesso às informações mais detalhadas que lhe dizem respeito na janela inferior direita. Encontra aí informações sobre a origem do seu nome, a sua posição, as suas dimensões, uma descrição completa e conselhos de observação. Tome ainda atenção ao campo «Descrição», localizado sensivelmente a meio da janela, que lhe dá uma ideia da forma da cratera. Para melhor compreender a descrição, clique na opção «Imagem» (clique direito do rato na carta principal -> Imagem). Uma lista das fotografias desta formação disponíveis na fototeca do AVL é mostrada (caso contrário, se nenhuma fotografia estiver disponível, descarregue e instale primeiro os pacotes de imagens). Estas fotos mostram-lhe uma exuberância de pormenores que ultrapassam aquilo que é visível com os melhores instrumentos terrestres. Mas dispõe também de inúmeras imagens obtidas de diversos ângulos pelas missões Apollo. Clique na foto que deseja ver e ela surge numa janela independente. Pode aumentar ou diminuir esta imagem utilizando os botões «Zoom +» e «Zoom -». As barras de deslocação permitem-lhe navegar nela, se for muito grande. As fotos evidenciam um bom número de manchas negras, o pico central e as falhas que são indicadas na descrição da cratera e mesmo outros detalhes, não mencionados no texto. Quanto às imagens da sonda Ranger 9, elas mostram-lhe detalhes com uma resolução de cerca de 50 m! 06 - Procurar uma formação da
zona de libração e a próxima data para a sua
observação (Versões «Basic» e
«Expert» apenas) Descubramos agora uma importante faceta da capacidade do «Atlas Virtual da Lua»! Infelizmente, ela não está acessível aos detentores de computadores que não suportem o OpenGL e os autores não têm as competências informáticas necessárias para obviar este inconveniente. Trata-se da pesquisa de uma formação situada na zona de libração que não está visível senão em determinados períodos. Utilizaremos para este exemplo o mítico «MARE ORIENTALE»... que não está por sinal mais a Este, mas agora a Oeste desde que a União Astronómica Internacional fixou definitivamente os pontos cardeais lunares. Inicie o programa. Active a opção/botão «Globo Inteiro» e depois clique no separador «Informação». Na zona da lista extensível superior, digite em maiúsculas: MARE ORIENTALE Depois clique no botão «Busca». Após alguns segundos, verá ser indicada a posição do Mare Orientale na zona Sudoeste do globo lunar, talvez para lá da margem. Deslize a barra de deslocação Zoom (margem superior do programa) até ao meio. O globo lunar é ampliado. Clique no globo lunar com o botão direito do rato e, mantendo-o premido, desloque simultaneamente o rato de modo a centrar o Mare Orientale no ecrã. Pode ficar a conhecer informações mais detalhadas sobre a formação na janela à direita. Encontra aí informações sobre o perfil, a origem do nome, a sua posição, as suas dimensões, uma descrição completa e conselhos de observação. Para melhor compreender a descrição, clique na opção «Imagem» (clique direito do rato sobre o globo lunar -> imagem). Uma fotografia notavelmente detalhada retirada do «Digital Lunar Orbiter Photographic Atlas of the Moon» editado por Jeff Gillis do «Lunar and Planetary Institute» mostrar-lhe-á uma riqueza de detalhes que ultrapassa o que é visível nos melhores instrumentos terrestres. Pode ampliar ou reduzir o tamanho desta imagem clicando nos botões «Zoom +» e «Zoom -» que a janela inclui. As barras de deslocação permitem-lhe fazê-la deslizar se se revelar demasiado grande. Esta imagem mostra-lhe o Mare Orientale de uma maneira impossível de observar a partir da Terra. Mas quando vê-lo no seu melhor a partir da Terra? Para o saber, feche a imagem para recuperar a totalidade da janela «Carta». Clique no menu «Configuração», depois no separador «Exibição» e active as opções «Mostrar a Fase» e «Mostrar a Libração». Clique no separador «Efemérides» e com a ajuda do botão «>>» faça avançar o tempo à razão de um dia por clique. Observará deste modo o lento balançar do globo lunar de forma acelerada, bem como a sucessão da passagem dos terminadores. Note que a seta, à margem do contorno do globo, lhe indica o local onde a libração é máxima. Note ainda como o tamanho da seta varia em função da intensidade da libração. Observe como o Mare Orientale se torna de tempos a tempos mais amplamente visível. Um bom período de observação identifica-se quando ocorre uma libração favorável e um dia de Lua Cheia (atente ao parâmetro «fase». O seu valor oscila entre 0º para uma Lua Nova e 360º para uma Lua Cheia). Depois de um número suficiente de cliques, tendo identificado o instante propício, pode ver o momento correspondente nas casas de data e hora. As ocasiões são raras, restando-lhe esperar que na próxima noite favorável esteja livre de compromissos e a meteorologia disposta a ajudar. 07 - Ver uma formação no seu contexto geológico (Versão «Light» apenas) Pode ainda graças ao Atlas Virtual da Lua obter conhecimentos sobre a natureza geológica das formações e sobre os terrenos em que se inserem. Vá ao menu «Configuração». Seleccione o separador «Textura». Coloque uma marca de selecção na casa «Carta geológica». Aconselhamos-lhe que desseleccione também a marca «Mostrar a Fase» (separador «Exibição). Clique no botão «OK». A carta geológica é mostrada com o zoom «1:1». Clique no separador «Informação». No local da lista extensível com o resultado da pesquisa de formações, entre no espaço ao topo o nome da formação a pesquisar. Clique no botão «Busca». A formação é deste modo indicada sobre a carta. Deslize o cursor «Zoom» para ampliar a carta conforme o seu desejo. Clique no botão «Centrar» para centrar a formação escolhida na Carta. Coloque o cursor sobre a carta. Dê um clique direito com
o rato. No menu de contextualização que aparece,
seleccione «Legenda geológica» para fazer aparecer a
janela que lhe mostrará a legenda das cores da carta
geológica de forma a que saiba o período geológico
em que se integra a formação seleccionada. 08 - Produzir documentos utilizáveis no terreno
(Todas as versões) Desde a versão 1.5, o Atlas Virtual da Lua permite-lhe gerar documentos para impressão, utilizáveis no terreno «à ocular». Como proceder para esse fim? No separador «Impressão» do menu «Configuração» , pode definir a largura das margens do documento a imprimir, o tamanho dos caracteres da ficha de informação e a natureza dos documentos a imprimir. Os dois elementos fundamentais são a carta que permite localizar a formação e uma ficha com informações sobre a mesma. Seleccione portanto as casas correspondentes. Saiba que os dois documentos podem ser impressos na mesma página - se não escolher um tamanho de letra demasiado grande. No separador «Exibição» do menu «Configuração», desloque o cursor «Tamanho das etiquetas» para aumentar o tamanho dos nomes e torná-los mais legíveis na impressão. Ser-lhe-á provavelmente necessário fazer mais do que um ensaio com diversos tamanhos de letra e de densidade das etiquetas até chegar a um compromisso aceitável. Recomendamos-lhe igualmente que escolha as cores branca ou negra para as marcas e etiquetas se possui uma impressora a preto e branco. Clique de seguida no separador «Ferramentas». Seleccione as opções «Espelho» e a orientação pré-definida «Norte» (ao alto) para ver uma carta lunar tal e qual ela surge na sua luneta ou telescópio do tipo Cassegrain, Shmidt-Cassegrain ou Maksutov. Pelo contrário, se possui uma telescópio do tipo newtoniano, não escolha a opção «Espelho» e seleccione antes a casa «Sul» (ao alto). Escolha de seguida o factor de ampliação. Na relação 1:1, a carta mostra a imagem inteira da Lua tal como ela é visível com uma amplificação de cerca de cerca de 100X, isto é, preenchendo quase totalmente o campo de uma ocular clássica. Com a ajuda do menu contextual, acessível através de um clique direito do rato na carta, pode activar o «zoom X2» que corresponde a uma amplificação de cerca de 200X; ou o «zoom X4» que corresponde aproximadamente a uma amplificação de 400 vezes. Abra de seguida o menu «Ficheiro». Configure a sua impressora com a ajuda da opção «Seleccionar impressora». Escolha a impressora a partir da lista extensível, bem como o seu modo de alimentação de papel etc... Aconselhamos-lhe que opte pelo formato «Retrato». Clique no botão «OK» para gravar as suas escolhas. Reabra o menu «Ficheiro» e escolha a opção «Imprimir» para enviar para impressão só documentos que escolheu. Dispõe agora de um documento utilizável «no terreno» sem ter necessidade de ter um computador consigo no local da observação.
09 - Estudar a face oculta (Versão «Expert» apenas) Com a versão «Expert», é-lhe possível visualizar a face oculta do nosso satélite. Para isso, basta-lhe clicar (activando-o) o botão «Globo inteiro» na barra ao alto. No modo «Globo inteiro» o funcionamento do rato e das barras de deslocação da janela «Carta» mudam. O rato serve para fazer girar o globo lunar em torno do eixo dos pólos e as barras de deslocação servem apenas para centrar a região desejada. Pode portanto fazer girar o globo e ir ver o revelo da face oculta. Se no separador «Geral» do menu «Configuração» activou «Formações nomeadas da face oculta», os nomes das formações da face oculta serão indicados tal como na face visível e terá acesso às informações que lhe dizem respeito na janela do separador «Informações» à direita. 10 - Sonhar um pouco (Versão «Expert» apenas) Com a versão «Expert» é-lhe possível ter uma ideia do espectáculo de que os astronautas das missões «Apollo» puderam usufruir em órbita em torno da Lua. Vá ao separador «Exibição» do menu «Configuração» e desactive as casas «Mostrar etiquetas», «Mostrar marcas» e «Indicar o ponto de libração máxima» a fim de desobstruir a paisagem. Mas também as pode deixar activas para poder reconhecer as formações sobrevoadas. Abra o separador «Texturas» e escolha seja a textura «Aerográfica», seja a textura «Fotográfica». Basta seguidamente clicar no botão «Globo inteiro» na barra ao alto. No modo «Globo inteiro» o funcionamento do rato e das barras de deslocação da janela «Carta» mudam. O rato serve para fazer girar o globo lunar em torno do eixo dos pólos e as barras de deslocação servem apenas para centrar a região desejada. Clique no separador «Ferramentas» à direita e clique nos botões de rotação do globo «Este» e «Oeste» para inclinar o globo lunar de acordo com o seu desejo e à sua discrição. O mais espectacular é com o equador ao alto. Dê um clique direito e escolha a sua ocular mais potente a partir do menu contextual que aparece. Aparece uma moldura negra, simulando uma escotilha de cabina espacial. Utilize as barras de deslocação da janela para se posicionar/navegar sobre o globo ou utilize os botões «Visão Este», «Centro» e «Visão Oeste» do quadro «Orbitar a Lua» para escolher a região desejada. Seleccione a velocidade com que quer «orbitar a lua» na lista extensível e use os botões «<» ou «>» para escolher o sentido do movimento. O botão «||» serve para parar e permitir afixar o nome das formações. Faça novamente um clique direito e escolha a partir da opção «Orbitar a Lua» a velocidade que deseja. E agora aproveite o espectáculo e sonhe um pouco... |
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