albedo; Rácio entre a quantidade de luz recebida por um corpo celeste e a quantidade reflectida. Um corpo totalmente reflector tem um albedo igual a 1 e um corpo totalmente absorvente tem um albedo igual a 0.
altitude absoluta; A Lua tem a forma aproximada de uma esfera com um raio médio de 1738 km. As altitudes absolutas comummente dadas nas diferentes cartas, mormente impressas, reportam-se a este raio. A altitude absoluta de uma formação pode portanto ser negativa, quando abaixo deste valor.
altitude relativa; As altitudes dadas no Atlas Virtual da Lua são altitudes relativas, chamadas altura. Elas indicam a elevação da formação relativamente aos terrenos circundantes.
altura; Na bdlua a elevação de uma formação corresponde, de facto, à sua altitude relativa face às áreas circundantes.
apogeu; O ponto mais distante da órbita elíptica de um astro em torno da Terra.
Apollo; Missões tripuladas norte-americanas que conduziram à alunagem (i.e., aterragem de artefactos na superfície da Lua).
ângulo de fase; Ângulo formado pelos eixos Terra-Sol e Terra-Lua. Permite conhecer a fracção iluminada da face visível da Lua.
basalto; Rocha ígnea que pode ser encontrada como lavas solidificadas e está presente no magma. Vários tipos foram encontrados em rochas lunares trazidas de volta à Terra pelas missões Apollo.
bdlua; A base de dados do Altas Virtual da Lua, elaborada por Christian Legrand.
brilho terrestre;Equivalente ao luar para um hipotético selenita. Luz do Sol que, depois de reflectida pela Terra, atinge a Lua.
continente; Ampla área montanhosa ou tormentosa da superfície lunar.
coordenadas selenográficas; Conjunto das coordenadas composto pela longitude selenográfica e pela latitude selenográfica, as quais permitem situar uma formação sobre o globo lunar.
cratera; Na Lua, geralmente uma formação circular causada por impactos de meteoritos. Uma formação crateriforme é chamada «cratera» na bdlua se o seu diâmetro é superior a 10 km. O seu comprimento é aproximadamente igual à sua largura, com excepções.
cúpula; Formação em forma de colina arredondada sem dúvida de formação vulcânica. Algumas têm uma caldeira no seu cume. O seu diâmetro está por norma compreendido entre 10 e 20 km e a sua altura não ultrapassa as centenas de metros.
dorsa; Latim, termo usado pela União Astronómica Internacional (UAI) para nomear oficialmente um complexo de dorsais (vede dorsal) marinhas (marinho = relativo ao mar) lunares.
dorsal; Também chamado «Crista». Cume montanhoso estreito e comprido de inclinações suaves e pequena altura (algumas centenas de metros) serpenteando nos mares lunares. São verosimilmente de origem vulcânica.
dorsum; Latim, termo usado pela União Astronómica Internacional (UAI) para nomear oficialmente um dorsal.
eclipse anular; Diz-se de um eclipse total no decurso do qual a Lua se encontra no seu ponto mais distante da Terra (e subsequentemente o seu diâmetro aparente é menor), circunstância em que disco solar não é completamente oculto pelo disco lunar permanecendo visível um anel (anulo) de luz.
eclipse lunar; Desaparecimento do disco lunar por efeito da sua passagem na sombra ou penumbra da Terra. Para que este fenómeno ocorra é necessário que o Sol, a Terra e a Lua estejam alinhados próximo de certas Lua Cheias.
eclipse solar; Desaparecimento do disco solar por detrás do disco lunar aquando de certas Luas Novas quando o Sol, a Lua e Terra estão alinhados.
eclipse parcial; Diz-se dos Eclipses Lunares ou dos eclipse solares quando o astro ocultante obscurece apenas parcialmente o astro ocultado.
eclipse total; Diz-se de um eclipse lunar ou de um eclipse solar quando o astro ocultado é totalmente coberto pelo astro ocultante.
escarpa; Inclinação mais ou menos marcada que separa dois terrenos vizinhos e de altitudes relativas diferentes.
face oculta; Parte da superfície do disco lunar localizada no lado oposto (relativamente à Terra) do globo lunar e por isso nunca visível devido ao fenómeno da rotação síncrona. Uma pequena porção do Lado Oculto da Lua pode ser visível quando uma libração favorável tem lugar.
face visível; Parte do globo lunar virada sempre para a Terra pelo efeito da rotação síncrona da Lua. Podemos, no entanto, ver uma pequena porção da face oculta da Lua graças ao fenómeno da libração.
falcada; Expressão popular (de origem presumivelmente transmontana, provindo do latim «falcata», i.e. em forma de foice) para descrever a forma incompletamente redonda da superfície lunar entre a Lua Nova e o o Quarto Crescente (primeira falcada) e o Quarto Minguante e a Lua Nova (segunda falcada).
falha; Também aludida por vezes como «fissura» ou «fenda». Formação linear mais ou menos sinuosa geralmente situada em terrenos do tipo mar. Trata-se sem dúvida de antigos canais ou túneis de lava cujo tecto terá abatido.
formação crateriforme; Formação em forma de cratera criada por impactos de meteoritos (cratera, pequena cratera e planície murada). Estas são compostas por vertentes ou declives que se erguem sobre as áreas circundantes, paredes descendo para o interior e por um chão interno.
golfo; Pequena área do mesmo tipo de um mar, com um chão plano e escuro, inclusa em continentes ou na orla de um mar.
idade da lua; Período de tempo em dias decorrido desde a última Lua Nova.
lago; Terreno do tipo mar, de chão sombrio e plano, pouco extenso, totalmente compreendido nos continentes.
lacus; Latim, termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente um lago lunar.
latitude selenográfica; A latitude das formações lunares é medida em graus decimais. O Norte está em cima e o Sul em baixo quando a Lua é observada a olho nu. As latitudes das formações situadas ao Sul do equador lunar são expressas em valores negativos.
lava; Material em fusão expelido do interior de um corpo planetário.
libração; Oscilação aparente da Lua para um observador terrestre que permite observar a zona limítrofe da face oculta. Existem 3 tipos de librações: libração em longitude, libração em latitude e libração diária.
libração em latitude; É efeito da inclinação do plano da órbita lunar relativamente ao plano da órbita terrestre.
libração em longitude; É efeito da velocidade de rotação constante da Lua e da velocidade variável da sua revolução. A libração em longitude permite ver as zonas limítrofes Este e Oeste da Face Oculta.
libração física; Verdadeiro balançar do eixo de rotação da Lua. Está limitada a alguns minutos de arco e é devida às variações da atracção terrestre, tendo ainda em conta a heterogeneidade do interior da Lua.
linha dos nodos; Linha recta que representa a intersecção entre o plano da órbita terrestre e o plano da órbita da Lua. Ela projecta-se na esfera celeste ao nível dos nodos ascendente e descendente. Efectua uma revolução em 18.61 anos de maneira retrógrada.
longitude selenográfica; A longitude das formações lunares é expressa em graus decimais. O Este fica situado à direita e o Oeste à esquerda para um observador terrestre que observe a Lua a olho nu. A longitude das formações lunares situadas a Oeste do meridiano central é expressa em valores negativos.
luar; Luz do Sol que chega até à Terra através do efeito reflector da superfície da Lua (vede ainda albedo).
Lua Cheia; Aspecto do disco lunar quando está completamente iluminado pelo Sol. Esta fase ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados (i.e., quando é possível traçar uma linha mais ou menos recta passando pelo centro dos três).
Lua Nova; fase durante a qual a Lua apresenta o seu disco iluminado pelo Sol invisível a partir da Terra à medida que passa entre o Sol e a Terra. Ponto de partida de uma nova lunação e período de potencial ocorrência de um eclipse solar.
lunação; Janela temporal que medeia entre duas Luas Novas sucessivas. Sinónimo de mês lunar.
luz cinza; Fenómeno lunar que ocorre entre a Lua Nova e o Quarto Crescente ou o Quarto Minguante, quando a Lua tem a forma de um crescente. A parte não iluminada do disco lunar é moderadamente visível porque recebe a luz reflectida pela Terra. Também chamado brilho terrestre.
mar; Imensas extensões planas e sombrias onde se incluem dorsaIS, falhas e crateras isoladas. Constituídas por derrames de lavas basálticas de origem interna.
mare;L atim. Termo utilizado pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente um mar lunar.
mascon; Expressão que provém da língua inglesa e constitui uma forma abreviada de «Mass Concentration.» Concentrações de massa que repousam sob a superfície dos mares lunares e nas quais a densidade da matéria é superior à média lunar. Pode tratar-se do material de meteoritos.
meridiano; Linha imaginária cujo traçado passa pelos dois pólos lunares por referência à qual é possível conhecer a longitude selenográfica de uma formação lunar.
mês anormalístico; Período de tempo que separa duas passagens da Lua pelo perigreu da órbita lunar.
mês lunar; Chamado ainda mês sinódico ou revolução sinódica. Extensão de tempo que intermedeia entre duas Luas Novas sucessivas. A sua duração média é 29 dias, 12 horas e 44 minutos com uma margem de flutuação até 13 horas a mais ou a menos.
mês sideral; Equivalente para a Lua à sua revolução sideral. Extensão de tempo que intermedeia a passagem da Lua pela mesma posição aparente no céu relativamente às estrelas. Corresponde a um valor médio de 27 dias, 7 horas e 43 minutos.
mons; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente uma montanha isolada.
montanha; Elevação do relevo lunar. As montanhas da Lua foram na sua maior parte criadas aquando da formação dos mares. A sua altura pode chegar aos 7000 metros. Elas tanto se encontram isoladas (mons) como reunidas em cadeias montanhosas (montes).
montes; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente uma cadeia montanhosa.
muro; Também aludido por vezes como «parede». Parte de uma formação crateriforme compreendida entre o cume das vertentes e o chão. A sua altura vai de «pouco elevada» (<1000m) a «muito elevada» (>4000m).
nomenclatura lunar; Conjunto dos nomes das formações lunares oficialmente reconhecido pela União Astronómica Internacional.
oceano; Designação dada a um único mar lunar por Riccioli: o «Oceano das Tempestades».
oceanus; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente o único oceano lunar.
órbita lunar; Percurso elíptico, sujeito às leis de Kepler, trilhado pela Lua em torno da Terra. No seu ponto mais próximo do nosso planeta (perigreu) corresponde a uma distância de cerca de 356375 Km. No seu ponto mais distante (apogeu) a 406720 Km. Em termos médios, a distância da Lua à Terra é de 384400 Km (cerca de 60 vezes o raio da última).
palus; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente um pântano lunar.
paralelo; Linha convencional imaginária paralela ao Equador por referência à qual é permitido conhecer a latitude selenográfica de uma formação lunar.
pequena cratera; Formação crateriforme de pequeno diâmetro (há partida menos de 10 KM) com uma forma de concha e um chão arredondado.
perigreu; Ponto mais próximo da Terra na órbita elíptica de um astro que gira em torno dela.
planície murada; Formação crateriforme de grande diâmetro (a priori mais de 100 km) apresentando um fundo plano.
promotorium; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente um promontório lunar.
promontório; Também chamado cabo. Em rigor, um promontório é um cabo formado por uma montanha.
Quarto Crescente; Aspecto do disco lunar quando está meio iluminado pelo Sol, cerca de 7 dias depois da Lua Nova. O Quarto Crescente pode ser observado à noite. A Lua e o Sol estão então separado 90 graus para um observador terrestre.
Quarto Minguante; Aspecto do disco lunar com a metade iluminada pelo Sol, cerca de 7 dias depois da Lua Cheia. O Quarto Minguante observa-se de manhã. A Lua e o Sol estão a 90 graus um do outro para um observador terrestre.
rede de cúpulas; Um grande complexo de cúpulas todas localizadas numa mesma área lunar.
regolito; Camada de poeiras superficiais da Lua provocadas pela fragmentação das camadas inferiores sob o efeito do bombardeamento meteorítico permanente.
revolução; Período de tempo necessário para um corpo celeste efectuar uma volta em torno do seu próprio astro-pai. Distinguimos a revolução sideral da revolução sinódica consoante o contexto.
revolução sideral; Período de tempo necessário para um corpo celeste efectuar uma volta do Céu por referência às estrelas, na perspectiva de um observador terrestre.
revolução sinódica; Também chamada lunação ou mês lunar. Período de tempo que intermedeia entre duas fases idênticas da Lua (i.e., ao regresso à mesma posição relativamente ao Sol).
rima; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente uma falha lunar.
rimae; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional para designar oficialmente um sistema de falhas lunares.
rotação; Período de tempo necessário para um corpo celeste efectuar uma volta (girar) sobre si próprio, na óptica de um observador que lhe é exterior.
rotação síncrona; Diz-se de um astro cuja duração de rotação (em torno de si próprio) é igual à duração da sua revolução em torno do seu astro-pai. Apresentando-lhe, por conseguinte, sempre o mesmo hemisfério. É o caso da Lua que apresenta sempre a sua face visível virada para a Terra.
rupes; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente uma escarpa.
selenita; Nome que se aplicaria a um habitante da Lua (em grego «Seléne»).
sinus; Latim. Termo empregue oficialmente pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar um golfo lunar.
sistema de cúpulas; Conjunto, rede ou complexo de cúpulas vulcânicas agrupadas numa mesma região lunar.
sistema de dorsais; Conjunto, rede ou complexo de várias dorsais lunares ligadas entre si e tendo uma origem comum.
sistema de falhas; Conjunto, rede ou complexo de várias falhas lunares ligadas entre si e tendo uma origem comum.
terminador; Zona do disco lunar constituindo a fronteira entre a parte iluminada e a parte escura.
terminador da noite; O terminador nocturno é a área da Lua onde o Sol se está a pôr (na perspectiva de quem se encontra-se na sua superfície). Para um observador terrestre, pode paradoxalmente ser observada de manhã entre a Lua Cheia e a Lua Nova.
terminador da manhã; O terminador matutino é a região onde o Sol se está a levantar sobre a Lua. Para um observador terrestre ele observa-se paradoxalmente à noite entre a Lua Nova e a Lua Cheia.
toponímia lunar; Origem dos nomes das formações lunares.
UAI; Abreviatura de União Astronómica Internacional (International Astronomical Union - IAU, no original inglês).
velocidade de escape; Velocidade mínima que será necessário atingir para «escapar» (i.e., furtar-se a, fugir à influência de...) à atracção gravitacional de um corpo celeste.
vale; Formação rectilínea causada pelo afundamento de uma parcela de terreno ou formada pelo alinhamento de várias crateras geradas pelas sequelas de um impacto meteorítico importante.
vallis; Latim. Termo empregue pela União Astronómica Internacional (UAI) para designar oficialmente um vale lunar.
vertente; Também aludida por vezes como «declive» ou «encosta». Parte de uma formação crateriforme que vai dos terrenos vizinhos e se eleva até ao cume do muro. As vertentes podem ir de quase planas a muito escarpadas. São ditas «tormentosas» ou «acidentadas» se apresentam vales radiais.
zona das librações; Parte limítrofe entre a face oculta e a face visível, situada nas proximidades dos meridianos 90º Oeste e 90º Este e alternativamente ocultas ou visíveis em função da libração lunar.